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O Movimento Mobiliza UEG consiste num movimento unificado de professores, estudantes e funcionários técnico-administrativos da Universidade Estadual de Goiás, espontâneo, independente, não institucionalizado, não hierarquizado e que adota como estratégia de atuação a ação direta. Seu objetivo é intervir no processo de construção da UEG com a finalidade de torná-la, de fato, uma universidade pública, gratuita, autônoma e democrática, capaz de cumprir o seu papel enquanto instituição de educação superior, produtora e socializadora de conhecimentos que contribuam para o bem-estar da sociedade goiana, em particular, da sociedade brasileira, em geral, e, quiçá, de toda a humanidade, primando pela qualidade reconhecida social e academicamente.

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segunda-feira, 18 de maio de 2015

ESTÉTICA PRISIONAL DO CAMPUS CSEH


Reforma estendida e estética prisional dos prédios do CCSEH

A reforma dos prédios do campus de CSEH deveria ter sido concluída em fevereiro deste ano, de acordo com a previsão inicial. Mas isso não aconteceu. Depois, tudo deveria ficar pronto até maio, e nada. Agora, talvez, em junho, mas pode ser que os cursos do turno matutino só retornem à sede em agosto. Os cursos noturnos retornaram ainda em fevereiro, mesmo com a reforma em pleno andamento. No matutino, as aulas ficam inviabilizadas, devido ao barulho e ao movimentação dos operários e dos equipamentos, além da poeira, tintas e outros resíduos.

Na semana retrasada, o reitor vistoriou as obras e "resolveu" ampliar a reforma do auditório e até repintar a parte externa dos prédios, que foram pintadas de cinza. Com essa pintura, as paredes externas ficaram parecidas com as de um presídio. Daí, a gozação: BEM-VINDOS À PRISÃO DE SEGURANÇA MÍNIMA. Ainda não chegamos à máxima. Mas a nossa rebeldia poderá levar a isso. Segurança máxima para o Marconi Periggo e o reitor. Aliás, este último esteve lá hoje à tarde novamente. Decidiu que vai fazer uma maquiagem na pintura externa, não mais a repintura completa. O burocrata-mor acredita que com os remendos poderá evitar as críticas ao seu, digamos, mau gosto estético. É preciso evitar gastos extra. Teremos de conviver com isso, pelo menos até uma nova reforma ou até fazermos um mutirão para pintar os prédios de outra cor. Desde que não seja uma combinação de azul e amarelo ou verde e amarelo, tudo bem.

Prossigamos na luta.



UEG SOFRÊNCIA - ABAIXO A RESOLUÇÃO CU Nº01/2015


domingo, 17 de maio de 2015

UEG SOFRÊNCIA - campus ESEFFEGO



ESEFFEGO SOFRÊNCIA

Daqui a cerca de um ano, o Brasil será sede dos Jogos Olímpicos, que tem como carro-chefe a espetacularização do esporte, através da organização e mercadorização do megaevento Jogos Olímpicos RIO 2016 na capital fluminense. Estádios olímpicos suntuosos, instalações esportivas de alto custo financeiro na cidade do Rio de Janeiro e o show midiático com os atletas celebridades ("pop star") do esporte vinculado ao capital globalizado. Mas, contraditoriamente, tais construções grandiosas e de luxo, são viabilizadas graças às desapropriações e militarização de favelas, instalação de UPP’s (Unidades de Polícia Pacificadora) nos morros cariocas, arrocho salarial, especulação imobiliária e aumento da inflação sobre o preço de alimentos, moradias e transporte público em todo o país. A realização das olimpíadas RIO 2016 afeta não somente a cidade do Rio de Janeiro, mas o Brasil como um todo. 
Goiânia, por exemplo, receberá nos próximos meses a visita de integrantes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), a fim de avaliar a possibilidade da cidade sediar delegações esportivas de outros países, para realização de treinamento de atletas de alto rendimento nas disputas  dos Jogos Olímpicos. A contra partida do governo de Marconi Periggo, para obter a chancela do COB em sediar as delegações estrangeiras, é oferecer o inacabado  Centro de Excelência do Esporte, localizado no centro de Goiânia, e que ainda se encontra em reforma,  como local de treinamento aos atletas olímpicos. 
As obras de construção do Centro de Excelência do Esporte foram iniciadas ainda no ano de 2001, ou seja, há exatos 14 anos atrás. O orçamento inicial foi estimado em cerca de dezesseis milhões de reais (R$ 16.000.000,00), e atualmente, levando em conta os aditivos (superfaturamento) e alterações do projeto inicial, o valor já ultrapassa os cem milhões de reais (R$ 100.000.000,00), quase sete vezes o valor projetado inicialmente. Sabe-se, no entanto, que provavelmente esta obra finalmente estará pronta até o final do próximo semestre, pois quando se trata de propaganda, espetáculo e populismo em favor do governo, as obras são adiantadas e finalizadas em tempo recorde. 
Porém, de forma também contraditória, em Goiás somos testemunhas do completo abandono em que se encontra uma das primeiras faculdades de Educação Física da região Centro Oeste, a ESEFFEGO, fundada em 1962, sendo uma das pioneiras na formação de técnicos e de professores de Educação Física no Brasil, e que desde 1999, forma um dos campus da Universidade Estadual de Goiás (UEG), localizado na cidade de Goiânia. 
Com ginásios abandonados, prédios com ameaça iminente de desabamento, salas de aula insalubres, falta de materiais pedagógicos e esportivos, número de funcionários insuficientes para manutenção e limpeza dos prédios, professores mal remunerados e ainda sucateamento total de todas as instalações esportivas, se torna a triste  e atual realidade da ESEFFEGO em tempos de olimpíadas no Brasil.
Como se não bastasse o total abandono e sucateamento do campus ESEFFEGO, existe atualmente a implementação, pela atual direção do campus, de um “pacote de maldades” sob a desculpa de economia de gastos, reproduzindo o falso discurso de austeridade fiscal inventada pelo próprio governo estadual. Esse chamado “pacote de maldades” vai desde a economia de papel, impressões, café, água mineral, demissões em massa de funcionários e até o aumento da carga horária docente, sem o devido aumento salarial (adequação à Resolução CU 2015/01), caracterizando o aumento da precarização e da superexploração dos trabalhadores (professores e funcionários) do campus. Dentro deste quadro sombrio e desumano, e agravando ainda mais a situação caótica, os professores e funcionários, não somente da UEG, mas como também todo o funcionalismo estadual, sofrem com o parcelamento dos seus parcos salários, que estão sendo divididos e pagos atualmente em duas (02) parcelas. 
Os alunos dos cursos de Educação Física e de Fisioterapia da ESEFFEGO, além de sofrerem as consequências diretas da precarização e do sucateamento, explicitados anteriormente, também sofrem bastante com a falta de bolsas e com a total ausência de uma política de assistência estudantil, e realizam seus estudos e atividades diárias  sem restaurantes universitários, sem moradias estudantis e sem transporte. No campus ESEFFEGO a situação é tão grave, que carteiras se tornaram objeto de luxo, não existindo carteiras suficientes para os alunos assistirem as aulas sentados, pois existe um déficit enorme de carteiras.



Além da alta precarização e da superexploração laboral docente, existe na ESEFFEGO o trabalho realizado sob a chamada “psicologia do medo”, onde professores, alunos e funcionários são assediados moralmente de forma contínua, sendo vigiados por câmeras instaladas ao longo dos corredores, e ainda coagidos por pessoas que escutam, vigiam e denunciam à chefia "rodinhas" de funcionários e conversas nos corredores, e também os diálogos entre professores. O medo de serem demitidos, em virtude do falacioso "Efeito USP" e das demissões em massa promovidas pelo reitor, com o aval dos diretores, torna mais vulnerável e delicada a situação dos funcionários da UEG, que agora se vêem mais ainda nas mãos dos diretores, do que antes (lembrando que mais de 90% dos funcionários da UEG possuem contratos temporários).
Existe ainda no campus ESEFFEGO um controle de ponto eletrônico (biométrico) para uso dos funcionários, que controla, oprime e violenta o corpo e a subjetividade dos trabalhadores, através do escaneamento e impressão das digitais. No entanto, tal sistema de controle biométrico é obrigatório somente para os funcionários da limpeza e da secretaria, ficando os funcionários da chefia isentos da obrigatoriedade. 



Sem  a permissão dos professores, pessoas invadem CPU's, arquivos, "pastas" e até "lixeiras" de computadores para vasculharem dados sobre professores, como forma de coação e intimidação, também como tentativa de forjarem provas ou acusações contra os mesmos. 
Como em um verdadeiro "campus" de concentração, há a vigilância, controle e punição total na ESEFFEGO,  onde qualquer "desvio", "má conduta", crítica ou pensamento contrário pode ser considerado "subversivo" e "criminoso". Ironicamente corpos são controlados, escaneados, agredidos, dilacerados e violentados dentro de uma Escola de Educação Física e de Fisioterapia.
Em muitas das reuniões da ESEFFEGO, vários professores que possuem ideias diferentes ou opinam de forma contrária à direção, são adjetivados publicamente, acusados falsamente ou ainda desqualificados entre os colegas. Algumas reuniões de congregação do campus já foram até mesmo filmadas com câmeras, como forma de intimidação, na tentativa de coagir vozes discordantes. Professores ou funcionários que tem a coragem de criticar, recebem injustas advertências e ameaças de processos, ainda são vítimas de sabotagens e perseguições pessoais em suas atividades acadêmicas, com atas forjadas e até mesmo fraude em concursos simplificados. Sobre tudo isso ainda impera o patrimonialismo, o nepotismo e o autoritarismo, onde chefes e diretores, que se acham os donos da coisa pública, fazem escolhas, nomeações, indicações e mudanças ao seu bel prazer.
À luta UEG! Quem cala consente, mas quem grita afugenta os opressores e os capitães do mato! Mobiliza UEG!

MOVIMENTO MOBILIZA UEG


domingo, 10 de maio de 2015

O Reavivamento do Fascismo na UEG


Nos últimos dias o Brasil inteiro está vivenciando manifestações e mobilizações de segmentos sociais ultra-conservadores e reacionários, ligados às camadas mais altas do país, que ao contrário das manifestações populares de maio e junho de 2013, tem como integrantes moradores de bairros nobres, na maioria de pele branca e de meia idade, também integram empresários, políticos da extrema direita e ainda manifestantes racistas skinheads. A pauta de reivindicação vai desde o pedido de retorno das forças armadas ao poder, o combate à corrupção, apoio à polícia federal e o impeachment da presidenta do país. Nas ruas dos bairros nobres, onde ocorreram as passeatas (“bairros da zona sul”), as características marcantes são a obsessão pela ordem e controle, beirando o higienismo, com manifestações “politicamente corretas”, “ordeiras” e elogiadas tanto pela mídia quanto pelos governantes, onde a polícia ou os vigilantes particulares contratados exclusivamente para estes eventos, guiavam e protegiam os manifestantes durante os deslocamentos. Registros de milhares de “selfs” junto a policiais, que eram instantaneamente (on-line) postados em redes sociais da internet, se tornaram virais na rede mundial. Exatamente o oposto do que ocorreu em 2013, atos marcados pelo descontrole, pela espontaneidade das manifestações oriundas das periferias das grandes cidades, pelo enfrentamento com a polícia e a hostilização às instituições governamentais e privadas, que são as verdadeiras promotoras da espoliação e da violência contra as classes mais baixas da sociedade. Estas formaram as características fulcrais e marcantes  dos movimentos como “Passe Livre” (São Paulo), “Frente de Lutas Contra o Aumento da Passagem” (Goiânia) “Não Vai Ter Copa” (Rio e Fortaleza). Já os atuais movimentos como os chamados de “15 de Março”, “Movimento Brasil Livre” e “Vem pra Rua” (2015), tem em comum o culto ao pacifismo misturado a um patriotismo exagerado e caricato; a idolatria a juízes e promotores de justiça; abraços simbólicos às sedes dos tribunais e das polícias federais; corais de vozes que entoavam o hino nacional nas ruas e bandeiras brasileiras sendo carregadas dependuradas ao próprio corpo e ainda cartazes e slogans de “Passar o Brasil a limpo”, “Intervenção militar já!”, “Impeachment!”, que foram observadas no imenso verde amarelo das passeatas em Copacabana (Rio de Janeiro), Praça Tamandaré (Goiânia), Barra (Salvador) e tantos outros bairros nobres de várias capitais e cidades do interior do Brasil. A intolerância aos movimentos sociais populares, a exaltação do liberalismo de mercado e a espetacularização das mobilizações pela mídia, também deram o tom das mobilizações ocorridas a partir de março de 2015 no país.
Várias das características encontradas nestes movimentos, ocorridos a partir de maio de 2015, demonstram o reavivamento do movimento ultra conservador no Brasil, com viés nitidamente reacionário e explicitamente fascista. Porém, não somente nas ruas, mas bem pertinho, bem ao nosso lado, aqui mesmo na UEG, querendo nos possuir e nos tragar vivos. Este Revival fascista não é nenhum pouco diferente na universidade, ele é concreto e real. Estamos atualmente assistindo na UEG um movimento claramente fascista, marcado por posturas claramente autoritárias, higienistas, violentas, intolerantes e demagógicas, praticadas tanto pelo governo, pela reitoria e por diretores dos campus da universidade, que por sua vez passam a ter vários seguidores entre os nossos próprios páreas (docentes). Neste caso específico, o fascismo é travestido de nuances acadêmicas, ora de retórica politicamente correta, ora camuflado de um falso moralismo burguês e outras vezes escondido na forma de organização burocrática e de obediência à hierarquia, mas seus objetivos e ações são os mesmos daqueles.
O tecnicismo e a demagogia na implantação da atual reforma curricular, ocorrida recentemente na UEG durante o ano de 2014, e que até o momento não se concretizou (na verdade ninguém sabe o que virou ou o que irá virar esta “pizza de banana” da reforma curricular), camuflada através da criação de Grupos de Trabalho, a fim de criar uma aparência de algo organizado e sistematizado, com verniz de democracia, mas que foi imposto de cima para baixo, sem discussões abertas com a comunidade acadêmica, realizado de forma pragmática e aligeirada. A reestruturação curricular tem agora como produto final uma proposta de formação tecnicista, fragmentada e mercantilista. O atual currículo, sob o slogan de “educação multicultural e de excelência”, coloca nossos alunos diante de uma nova prisão, aliás, nova "grade" de disciplinas, capaz de capacitá-los ainda melhor às insaciáveis exigências do mercado, dando-lhes novas “competências” e novos saberes (técnicas) capazes de adequá-los à nova lógica da polivalência do trabalho, fruto da reestruturação do capitalismo globalizado e flexível (currículo flexível). Ou seja, o novo currículo da UEG é capaz de condicionar e adestrar melhor o nosso estudante para a venda de seu próprio corpo, sangue, tempo e alma à selvageria do capital mundializado e flexibilizado.
O cinismo da resolução CU nº01/2015, também imposta pelo governo estadual para economia de custos através do aumento da mais valia, da precarização e da exploração do trabalho docente, foi aprovada de forma violenta, sem a participação e o pleno diálogo com a comunidade acadêmica, ainda com direito de fala negado aos próprios professores presentes na reunião de votação. E sob o discurso economicista de evitar uma “crise financeira” na universidade, a resolução foi aprovada também de forma autoritária e anti-democrática pelos “nossos representantes” presentes no C.U., sobre a regência do próprio reitor.
Como se não bastasse,o desumano e violento parcelamento salarial dos trabalhadores, com prejuízos incalculáveis ao funcionalismo público estadual, também denota o autoritarismo e os desmandos do governo, que sob o mesmo falso discurso de “crise finaceira” da reitoria (“Efeito USP”), obrigam os trabalhadores a se tornarem reféns da perversa lógica dos juros dos bancos e do arrocho salarial. Atrás desta longa conversa falaciosa e economicista, intitulada de “crise”, existe a intenção de manutenção, continuidade e de ampliação da lógica de reprodução do capital internacional, que exige o cumprimento de cartilhas de austeridade fiscal, contenção de custos, arrocho salarial, anulação de direitos, e que representam nada mais, nada menos do que a transferência do capital público (nossos parcos salários e direitos) para o capital privado internacional, que é representado em Goiás principalmente e prioritariamente pelo agronegócio. Onde está a crise então? Que crise? Crise? Segundo o jornal Diário da Manhã (09/05/2015), o agronegócio brasileiro, onde o estado de Goiás é o carro chefe,  não viu e nem sabe o que significa a palavra “crise”, pois os lucros somente no mês de abril, com exportações de carne, café, soja, açúcar e produtos florestais ultrapassaram a cifra de U$ 7 bilhões (de dólares!). (fonte: Agrostat) Mas é Friboi? .
Outros exemplos da ressonância fascista, ocorrem também dentro das próprias reuniões de colegiados e de congregações dos campus da UEG, onde professores são constrangidos a não colocarem determinadas pautas em discussões ou em  debate, em nome da intolerância e da não alteração das relações de poder, e que vem travestidas por vozes doces e angelicais, pelo discurso do politicamente correto e pela lógica da ordem e do progresso, tal qual as vozes dos movimentos fascistas de rua em maio de 2015, explicitados anteriormente. Mas, a ideologia fascista vem escondida atrás da retórica do não confrontamento, do falso discurso de “paz e amor”, do pacifismo absoluto, do higienismo, do moralismo, do respeito à ordem e da defesa do status quo. O medo de alteração das atuais relações autoritárias de poder, tentam silenciar as vozes críticas e discordantes do debate, tentam calar as discussões com a retórica demagógica do academicismo, da intelectualidade técnica, do culto à autoridade e da representatividade, cujo produto final é a apatia, o imobilismo e a manutenção das zonas de conforto e de privilégios. O exemplo de um caso concreto, ocorrido recentemente comprova a tese em questão, na última reunião de colegiado do curso de Educação Física do campus ESEFFEGO (em 09/05/15), o diretor do campus, o Sr. Wanderley de Paula Junior, solicitou a todos os docentes a economia no consumo de toners, papel e impressões, (sendo que há muito tempo, já estão racionando a água mineral e o café por lá), porém, de forma contraditória e hilariante, nesta mesma reunião foi realizado por professores a denúncia e reclamação sobre a utilização do veículo da UEG de forma indevida, pois o automóvel do campus, que deveria ficar a disposição somente para atividades acadêmicas, estava também sendo utilizado para buscar e levar somente funcionários da chefia para as suas residências (uso exclusivo em família?). Estes são os tentáculos do fascismo, oprimir os trabalhadores para permitir a reprodução e a continuidade dos privilégios a uma elite burocrática. Um professor presente, de forma irônica e sarcástica solicitou também que o motorista o buscasse e o levasse em sua casa todos os dias, já que segundo o mesmo, o transporte coletivo em Goiânia, além de muito caro (R$3,30), é um verdadeiro caos. Ainda durante o debate, o coordenador pedagógico do campus ESEFFEGO, argumentou que tal discussão era deseducada e que não cabia naquele ambiente e local, e que deveria ser levada para outra instância burocrática, ou seja, para os gabinetes fechados. Aqui outra nuance do fascismo, o autoritarismo disfarçado de politicamente correto, o higienismo e controle escondido por detrás da chamada ética da boa educação e do bom senso. Sob esta lógica, UEG não é local de discussão e de debates de idéias, pensamentos ou de construção da crítica, tal como se reproduz nos ambientes e reuniões do C.U. Não se pode discutir, debater, discordar e tornar pública as discussões realizadas na UEG. Estas são tentativas claras de silenciar o debate, de se tentar calar as vozes discordantes e de manter as regalias e os laços de poder. Qual é a reação dos fascistas? Procuram realizar a retórica da chamada "demonização" do indivíduo, tentam desqualificar e adjetivar as vozes discordantes, para que elas não ressoem nos ouvidos dos colegas, e para que aqueles sejam desprestigiados e excluídos do diálogo . Na UEG, não se pode falar alto, pois é deseducado, não pode falar palavrão, pois é deselegante, não se pode discordar, pois é feio demais. Os gestores da UEG, assim como o governador, não aceitam críticas ou debates, pois só estão acostumados com elogios e tapinhas nas costas, e como diz letra da música "tapinha não dói". 
O fascismo trabalha para a concentração e para a manutenção do poder nas mãos de uma minoria que já possui e controla o próprio poder. Na universidade o fascismo vem atrás do discurso academicista, tecno-burocrata e faz conservar a universidade em seus moldes verticais, burocráticos, autoritários e anti-democráticos.
Abaixo o fascismo na UEG! Pelo fim do autoritarismo e do patrimonialismo na universidade, por uma UEG mais democrática.


quinta-feira, 30 de abril de 2015

Moção de Apoio aos Professores da Rede Municipal de Educação de Goiânia


Solidariedade aos professores da rede municipal de educação de Goiânia​ e total repúdio ​à violência praticada contra eles pela guarda civil a mando do prefeito Paulo Garcia (PT)
 
 
 
 ​Nós, participantes do​ Movimento Mobiliza UEG (movimento unificado de professores, estudantes e funcionários técnico-administrativos da Universidade Estadual de Goiás, espontâneoindependentenão institucionalizado, não hierarquizado e que adota como estratégia de atuação a ação direta), ​vimos manifestar solidariedade aos trabalhadores da rede municipal de​ educação de Goiânia​ que se encontra​m em greve, desde o dia 14 de abril de 2015​. A sua luta contra a usurpação de direitos adquiridos ao longo de décadas deve contar com o apoio irrestrito de todos os trabalhadores e demais pessoas comprometidas com as suas aspirações classistas.

Ao mesmo tempo, expressamos nosso total repúdio ​à​ ação violenta da dita​ guarda civil metropolitana contra dezenas de professores, quando faziam uma manifestação pacífica no Paço Municipal na última​ quinta​-feira​, dia 23 de abril, ​espancando os manifestantes indefesos e ferindo-os covardemente a golpes de cassetetes, além de reprimi-los com gás de pimenta.
A negação dos direitos dos trabalhadores na educação na rede municipal de Goiânia tornou-se uma prática recorrente do atual prefeito. Em 2010, quando os professores fizeram uma greve para pressioná-lo a pagar o piso salarial nacional da categoria estabelecido em lei, ​ordenou a essa mesma ​guarda municipal truculenta que reprimisse e espancasse os participantes do movimento.
Apesar de o nome do partido do prefeito Paulo Garcia conter a palavra "trabalhadores", a sua atuação à frente da administração municipal em nada difere da prática dos governantes dos outros partidos em relação às necessidades dos assalariados municipais. Isso deve reforçar a convicção dos trabalhadores de que somente a eles próprios compete defender os seus interesses, nada devendo esperar dos que se oferecem para representá-los. Estes, quando assumem cargos de comando nas instituições do Estado, desde a esfera municipal até a federal, incluindo dirigentes sindicais, passam a representar e a defender interesses opostos aos dos trabalhadores.
​D​iante disso, saudamos os trabalhadores na educação no município de Goiânia pela sua trajetória de luta, que já ​defenestrou​ ​a burocracia sindical do Sintego, comprometida com interesses antagônicos aos seus, e realizou a primeira greve deflagrada em 2013​, sem e contra o sindicato.
É hora de recusar as formas burocráticas de organização e reforçar a auto-organização e a ação direta, eliminando os intermediários que só representam os próprios interesses e os interesses dos grupos políticos ou partidos aos quais estão vinculados. Quando estão fora do poder do Estado, parecem combativos lutadores da classe trabalhadora, ao chegarem ao poder, tornam-se verdadeiras raposas a serviço dos exploradores e opressores.
Toda a força aos trabalhadores na educação na rede municipal de Goiânia​​. ​Afinal de contas, quem faz greve é a categoria e somente ela pode decidir quando o movimento deve começar e o momento de terminar.
 
MOVIMENTO MOBILIZA UEG