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O Movimento Mobiliza UEG consiste num movimento unificado de professores, estudantes e funcionários técnico-administrativos da Universidade Estadual de Goiás, espontâneo, independente, não institucionalizado, não hierarquizado e que adota como estratégia de atuação a ação direta. Seu objetivo é intervir no processo de construção da UEG com a finalidade de torná-la, de fato, uma universidade pública, gratuita, autônoma e democrática, capaz de cumprir o seu papel enquanto instituição de educação superior, produtora e socializadora de conhecimentos que contribuam para o bem-estar da sociedade goiana, em particular, da sociedade brasileira, em geral, e, quiçá, de toda a humanidade, primando pela qualidade reconhecida social e academicamente.

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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

O Efeito USP na UEG



As Mentiras do Reitor Haroldo Reimer sobre o "Efeito USP" e o "Pacote de Maldades" do governo



Auditório lotado do Instituto de Física avalia, perplexo, as irresponsabilidades do “pacote” de Zago para a USP



"Docentes, funcionários e alguns alunos lotaram o Auditório Abrahão de Moraes, do Instituto de Física (IF), na manhã de sexta-feira, 22 de agosto, para assistir a um debate sobre a crise da USP. Presentes à mesa o professor Adalberto Fazzio, diretor do IF; o professor José Roberto Drugowich de Felício, chefe de Gabinete do reitor; o professor Ciro Teixeira Correia, presidente da Adusp; e o professor José Pinhata Otoch, diretor do Departamento Médico do Hospital Universitário (HU).
fotos: Américo Kerr
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Na sua manifestação de abertura, o professor Fazzio, que coordenou o evento, destacou a importância do Instituto e da USP e a necessidade imperiosa de realizarmos um debate substantivo sobre a crise da Universidade, expressando também seu respeito ao direito de greve. Destacou o levantamento feito pelo Instituto sobre os técnicos que se enquadrariam nos critérios do plano de demissões voluntárias apresentado pela Reitoria (PIDV), revelando que sua execução paralisaria as atividades de diversos laboratórios importantes do IF. Relatou que havia exposto isso na reunião da Reitoria com os diretores, ao que o vice-reitor, professor Vahan Agopyan, asseverou que onde necessário poderiam ser feitas novas contratações...
Lembrou, ainda, o diretor do IF que a Congregação daquela unidade foi a primeira a encaminhar manifestação à Reitoria pedindo a abertura das contas da Universidade para a comunidade, bem como que elas fossem auditadas, dada a dimensão dos gastos com obras. Exemplificou que havia sido reitor da Universidade Federal do ABC (UFABC) e que o custo total da implantação daquelecampus havia sido menor do que o custo do ainda inacabado Centro de Convenções da USP.
O chefe de Gabinete do reitor reapresentou o quadro já amplamente divulgado sobre a crise financeira da Universidade, e reafirmou que ela deriva basicamente dos aumentos salariais dados aos funcionários técnico-administrativos, bem como à amplitude de benefícios, como vale-alimentação e refeição. Acrescentou também que a USP não poderia continuar a arcar com o HU, um custoso serviço à população, sendo necessário que a Secretaria da Saúde o assuma. Defendeu o plano de demissões voluntárias para os funcionários técnico-administrativos, apresentado pela Reitoria, e disse não considerar viável a declaração dada pelo vice-reitor aos diretores de unidade, de que poderiam vir a ser feitas novas contratações na sequência. O professor Drugowich declarou ter compromissos agendados e, sob diversas manifestações de protesto, deixou o plenário antes que fosse aberto o debate a um público ávido por questioná-lo sobre os dados e atitudes da Reitoria.
O presidente da Adusp apresentou dados contundentes de análise histórica sobre salário e o comprometimento salarial das receitas da universidade. Questionou a falta de transparência da Reitoria e a falta de resposta aos ofícios da entidade demandando informação sobre a execução orçamentária da USP, bem como sobre as iniciativas de investigação e auditoria das contas da gestão anterior na Reitoria, sem deixar de destacar que é preciso que a base de dados brutos a ser auditada seja tornada pública. Criticou a constante omissão e manipulação de informações para justificar um plano de tratamento para a crise que, além de não resolvê-la, trará sérias consequências para nossa Universidade, caso implantado.
O poder de compra médio do salário de um Professor Doutor (MS-3) está 9,5% mais baixo que em 1989, o que ainda está distante de ser o melhor valor real pago a esses docentes, explicou Ciro. Mostrou que o grau de comprometimento em 105%, ademais de referir-se ainda apenas à metade do exercício do ano, ainda é menor do que o encontrado em tabelas apresentadas anteriormente pela Reitoria para os anos entre 1989 e 1994. E a iniciativa então foi buscar mais recursos junto ao governo, elevando o repasse para as Universidades Estaduais Paulistas de 8,4% da Quota-Parte Estadual (QPE) do ICMS para 9% e 9,57%.
O presidente da Adusp assinalou, ainda, o contraste entre a omissa atitude do Cruesp no atual momento, frente à intransigência do professor Zago, e o comportamento do colegiado em 2005, quando encaminhou documento analítico ao governo estadual, mostrando a necessidade de se elevar o percentual de repasse de 9,57% para 10,27%, tendo em vista a expansão de vagas realizada, a incorporação de faculdades isoladas (como Lorena para a USP) e o crescimento do comprometimento das receitas com o pagamento dos aposentados. Neste momento, o professor Drugowich interrompeu a exposição de Ciro, para questionar os dados de comprometimento apresentados pela Adusp para os anos precedentes a 1995; Ciro indicou, então, que a fonte é a tabela apresentada em juízo pela Reitoria na Ação do “Gatilho Salarial”. O presidente da Adusp exortou a comunidade universitária a exigir um debate sério, aberto e democrático sobre esta crise, para buscarmos soluções bem fundamentadas e que fortaleçam a USP como uma universidade pública, gratuita, democrática e de qualidade. Para tanto é indispensável superar a anacrônica gestão autoritária que ainda domina esta Universidade.
Pujante defesa do HU
apresentação do professor José Pinhata foi uma pujante defesa do HU, revelando um enorme desconhecimento desta administração central sobre o papel de ensino e pesquisa, indissociáveis da extensão, que exerce este hospital. Nada menos do que oito unidades da USP envolvidas com as áreas da saúde utilizam o HU para o ensino. Em 2012, o hospital recebeu 1.123 alunos de graduação e 507 de pós-graduação. Na Faculdade de Medicina, por exemplo, das 10.720 horas do currículo médico, 2.415 horas são cumpridas no HU.
Além disso, entregar o HU à Secretaria da Saúde também significaria comprometer irremediavelmente seu papel de hospital de referência da região Oeste de São Paulo que, apenas em 2013, realizou 282 mil atendimentos de emergência, 13 mil internações e 400 cirurgias mensais, dentre outros atendimentos. Ademais, o professor Pinhata mostrou que o maior custo do hospital é de pessoal concursado pela USP e que a ela permaneceria vinculado. Desta forma, a aventada desvinculação traria um custo acadêmico e social elevadíssimo, enquanto que a redução de despesas no orçamento da USP ainda levaria anos para efetivar-se.
Aberto ao público, o debate no IF prosseguiu com grande presença até às 12 horas, registrando críticas devastadoras à proposta divulgada pela Reitoria, bem como à estratégica fuga do chefe de Gabinete do Reitor do confronto de informações e ideias.  Bastante aplaudida foi uma sugestão de que o professor Zago, tendo ocupado um cargo de confiança na gestão reitoral de J.G. Rodas, como pró-reitor de Pesquisa, venha ao menos afastar-se do seu cargo enquanto se procede a uma investigação e auditoria daquela gestão. De outro lado, outras manifestações consideraram que o comportamento que ele tem adotado exigiria seu afastamento definitivo, bem como a imediata democratização da universidade
Ciro no HU, em seguida
No IF, o diretor do Sindicato dos Médicos, Gerson Salvador, que assistiu ao debate, convidou o presidente da Adusp a comparecer ao HU, no final da manhã, para participar de uma plenária no refeitório do hospital. Ao chegar lá, Ciro constatou que o local estava lotado por uma platéia indignada com o reitor, em especial após notícia de que nem ao diretor da Faculdade de Medicina ele teria dado atenção, quando solicitado a retirar a proposta de desvinculação dos hospitais.
Ao terminar seu informe a propósito do debate recém-encerrado no IF, Ciro comentou os planos da Reitoria de incentivo a 3 mil demissões voluntárias e fez referência à melhor alternativa a essa “grande idéia”, traduzida na charge de Ohi publicada na página digital da Adusp. Nesse momento, a reação do plenário foi em uníssono: “Fora Zago!”."


sábado, 22 de novembro de 2014

CARTA ABERTA À COMUNIDADE UNIVERSITÁRIA DA UEG (PROFª LUCIANA MARIA DE ALMEIDA)

CARTA ABERTA À COMUNIDADE UNIVERSITÁRIA DA UEG E A QUEM INTERESSAR
Sobre minha saída da UEG

Muito tem se lutado no Brasil por Universidades democráticas. Democráticas no diálogo acadêmico, no diálogo com a sociedade, autônomas em sua produção científica, técnica, artística e cultural. Lutas travadas por Universidades que sejam comprometidas de fato com o trabalho humano socialmente produzido e não com a rentabilidade e o lucro do capital financeiro. Estas são lutas históricas, travadas cotidianamente por aquelas e aqueles que se empenham por Universidades democráticas e por uma sociedade democrática. A democracia universitária deve zelar para que órgãos colegiados não sejam apenas requisitos administrativos, mas que de fato sejam deliberativos. Deve ampliar os debates, circular informações, e não ter medo das assembleias gerais nas quais a comunidade universitária possa se reunir para refletir, propor, decidir e repensar os caminhos da Universidade. Deve respeitar o ser humano, a pluralidade, a diversidade, e por em prática sua essência: a universalidade, o universo de pensar e fazer em múltiplas formas, em múltiplas concepções, em múltiplas ideologias, no exercício constante da ética no serviço público.
O processo chamado redemocratização da sociedade brasileira, não eliminou o autoritarismo estatal, maquiou-o nas chamadas democracias representativas, as quais de fato representam os interesses do grande capital. E, embora se gabe que a educação seja área prioritária, o autoritarismo do Estado neoliberal vem executando seu projeto de desmantelamento do ensino superior público e gratuito, ou mesmo, subordinando-o à reprodução cotidiana da lógica do capital. Juntem-se a isso, altas doses de tradicionalismo, de clientelismo e de coronelismo: tem-se a política educacional do Estado de Goiás, expressa nas gestões educacionais em âmbito da educação básica e do ensino superior.
Neste contexto, os corações rebeldes e envoltos pelo desejo de transformação só possuem uma alternativa: lutar contra as opressões. Lutas cotidianas, refletidas nas ações de educadoras e educadores comprometid@s com esta perspectiva. Ações pautadas no compromisso da elaboração de aulas que desejam sempre a reflexão e o fazer críticos; no desenvolvimento de pesquisas que contribuam para a formação discente e que os permitam adentrarem a perspectiva da práxis, entrelaçando o saber e o fazer para construção de uma sociedade justa; desenvolvendo atividades de ensino e extensão compromissadas com a ampliação de horizontes, com o respeito à diversidade étnica, racial e de gênero, com a aproximação da academia e movimentos sociais, com correntes teóricas e ideológicas de matizes, ainda que diversificadas, que estejam compromissadas com as lutas da juventude, das minorias e com a ruptura das lógicas de opressão.
Durante esses quase quatro anos como professora efetiva na Universidade Estadual de Goiás, tentei me colocar no âmbito das reflexões e ações descritas no parágrafo anterior, tendo clareza de que esta forma de agir e pensar são embates diretos ao sistema vigente e tendo clareza de suas possíveis consequências. Nunca pretendi ser unânime no espaço da universalidade, mas o respeito é fundamental e quando os limites do desrespeito se tornam sórdidos e cruéis, é hora de repensar os caminhos. Divulgou-se nas redes sociais minha aprovação no IFG e tentaram vincular minha saída da UEG a esta questão, mas, esclareço que fui aprovada no IFG em segundo lugar e como era apenas uma vaga, não fui convocada, não tenho expectativas quanto a isso, e isso nada tem haver com minha saída da UEG. Saio da UEG pelos diversos desrespeitos da lógica autoritária à minha pessoa e pela compreensão de que o exército de restritos combatentes às vezes é demasiado desgastante, nos adoecendo física e mentalmente. E assim, repensando caminhos, me despeço da Universidade Estadual de Goiás, mas não me despeço das lutas, pois em qualquer caminho que eu trilhe haverá lutas a serem travadas, por conta de minhas perspectivas de sentir e viver as questões sociais.
Deixo meu mais absoluto respeito a muitas professoras e professores da UEG e de outras Universidades, militantes dos movimentos sociais e artistas que contribuíram com as atividades que tentei desenvolver e com outros/as tantos/as, professores/as e servidores/as da UEG com os/as quais mantive um relacionamento respeitoso e fraterno de trabalho. Deixo meu mais absoluto respeito às companheiras e companheiros do Movimento Mobiliza UEG, que travam batalhas pela Universidade verdadeiramente democrática. Deixo meu mais absoluto respeito aos estudantes com os quais pude manter trocas de aprendizados, gentilezas e esperanças na vida, no ser humano e num mundo sem opressões, e que de fato ajudaram a construir aulas colaborativas e mutuamente enriquecedoras, que ajudaram a colorir de lilás o março, a quebrar as correntes de abril, a travar as lutas de maio e de todos os dias, a pintar o arco-íris de junho, sentir o gosto da liberdade artística de agosto e refletir e dialogar a educação no setembro. Meu respeito e carinhos eternos. Fica no muro da saudade, um grafite pintado de contradições e esperanças, de desrespeito e respeito, de grosserias e gentilezas, de sorrisos e lágrimas, mas a certeza de que valeu a pena.
Saudações combativas.
Luciana Maria de Almeida - Cientista Social/Mestre em Educação. (ex-professora da UEG, Unidade Formosa). 

MANIFESTO PELA REVOGAÇÃO DA PUNIÇÃO AOS ESTUDANTES DA UNESP

MANIFESTO PELA REVOGAÇÃO DA PUNIÇÃO AOS ESTUDANTES DA UNESP



No ano de 2013 os estudantes da Universidade Estadual Paulista lutaram em defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade com processos democráticos, por condições de acesso e permanência ao ensino superior, principalmente para os oriundos da classe trabalhadora, e maior participação nos órgãos decisórios colegiados da universidade. Após meses de greve sem resposta, os estudantes deliberaram pela ocupação na reitoria da universidade que foi logo encerrada, após um acordo que as reivindicações seriam atendidas. Contudo, as reivindicações não foram atendidas e os estudantes realizaram uma segunda ocupação, que foi reprimida pela invasão e detenção de 113 estudantes pela Tropa de Choque. 
É importante ressaltar que o governo do Estado, que reprime os estudantes mediante a reitoria, é o mesmo que recentemente reprimiu a greve dos trabalhadores metroviários com bombas, balas de borracha e demissões; que prende ativistas durante as manifestações baseado em provas forjadas; que durante a greve reprimiu os trabalhadores da USP com força policial, reintegrações de posse e cortes de ponto. Isto é, o mesmo governo possui uma orientação clara de reprimir trabalhadores, estudantes, movimentos sociais e a população pobre e negra das periferias cotidianamente nas cidades. 
A forte repressão estatal e a criminalização dos movimentos sociais no último período representa uma postura intransigente e não democrática perante os lutadores. Lutar por direitos é um direito inalienável.

REITORIA PUNE CERCA DE 100 ESTUDANTES EM UMA SINDICÂNCIA FALSA E ARBITRÁRIA

A invasão e detenção de 113 estudantes pela Tropa de Choque em 2013, termina com a punição de cerca de 100 estudantes com suspensão de 60 dias. Essa sindicância baseou-se nos artigos 161 e 162 do Regime Disciplinar, os quais advêm da ditadura civil-militar e se tornaram inconstitucionais após a Constituinte de 1988, quando foi instituído o direito de organização e de manifestação. 
As testemunhas arroladas pela reitoria para acusar falsamente os estudantes eram diretores que não estavam no local quando ocorreu a depredação do patrimônio feita pela Tropa de Choque, ação comprovada por vídeos gravados e responsabilidade assumida pelo Coronel Reinaldo em coletiva de imprensa. 
Foi negado o direito de defesa para a maioria dos estudantes e a oitiva de todas as testemunhas. 
Somam-se à estas mais de 100 processos criminais e processos administrativos disciplinares sobre estudantes dos campi de Araraquara, Rio Claro, Franca e Marília referentes às manifestações e ocupações de direção ocorridas no processo de mobilização entre 2012 e 2014. 
Essa posição ditatorial da reitoria demonstra como a luta legítima é tratada como caso de polícia e perseguição política.
A perseguição não pode continuar
A atitude da reitoria é um grave atentado ao direito democrático e à lisura dentro da Universidade e traz graves consequências à vida acadêmica desses estudantes, como a perda de bolsas de estudo e a impossibilidade de os concluintes se formarem nesse ano, por exemplo.
É central uma ampla campanha democrática com diversas entidades, sindicatos e movimentos sociais que se solidarizam com a nossa luta: assinando este Manifesto, compondo nossos atos e atividades, bem como mediante notas e todo tipo de apoio à campanha contra a repressão e pelo direito de lutar. 
Passado o período de greve desse ano, no momento, estamos retomando nossas atividades fins, o ensino, a pesquisa e a extensão, e devemos garantir relações democráticas no interior da universidade. Dessa maneira, o primeiro passo nessa campanha é a luta pela revogação da sanção pelo órgão máximo de deliberação da UNESP, o Conselho Universitário (CO), que reunir-se-á no dia 30 de outubro.

Ninguém Fica Pra Trás! 

A Unesp, mesmo fundada durante a ditadura civil-militar, lutou por meio de seus segmentos por uma universidade democrática desde a década de 1970. A história da universidade é uma história de luta e o Movimento Estudantil foi imprescindível nesse processo. A reitoria mancha essa história. 

Lutar não é crime, é um direito! Nenhuma punição aos lutadores! 
Revogação da suspensão aos estudantes! Ninguém Fica Pra Trás!

terça-feira, 14 de outubro de 2014

MOÇÃO DE APOIO AO ESTUDANTE MARLLOS S. DUARTE







NOTA DE REPÚDIO AO GOVERNO DO ESTADO DE GOIÁS

Atualmente em Goiás estamos assistindo ao avanço da criminalização dos movimentos sociais e também da individualização de processos judiciais contra cidadãos participantes de manifestações e de mobilizações populares, consequência das práticas de políticas neoliberais e fascistas de nossos gestores públicos, que tentam a todo o custo garantir o poder e o monopólio das grandes empresas e do capital internacional, que além de financiarem as próprias campanhas eleitorais dos políticos, promovem ainda a super exploração da classe trabalhadora e  o aviltamento da nação. Tais tentativas violentas de criminalização fazem parte da promoção e reprodução das desigualdades sociais via exploração e controle da sociedade, através dos aparelhos de repressão do Estado, como as polícias, o controle das mídias e do próprio sistema judiciário. 
As perseguições violentas, condenações arbitrárias e até prisões de inocentes se multiplicaram durante os meses que antecederam a realização da copa do mundo de futebol no país, e se perpetuaram de forma ampliada, mesmo após a realização deste megaevento, desmascarando a chamada democracia burguesa brasileira. Tal violência e perseguição por parte do Estado capitalista neoliberal em Goiás tem encontrado vítimas até mesmo dentro da Universidade Estadual de Goiás, onde professores e estudantes sofreram processos, agressões e prisões durante a greve geral de 2013. O próprio reitor da UEG, Dr. Haroldo Reimer, chegou a processar alguns docentes da universidade, culpando os mesmos pela deflagração da greve geral, numa clara e desesperada tentativa de criminalização e intimidação do movimento grevista. Ainda durante aquela greve de 2013, o governador Marconi Perillo, ordenou à Polícia Militar do Estado a bater e prender os professores e estudantes em greve, fato que se consumou várias vezes, dentre elas, durante mobilizações realizadas no FICA (Festival Internacional de Cinema Ambiental) realizado na Cidade de Goiás e também em atos durante o evento chamado “Governo Itinerante” realizado pelo governador Marconi Perillo em Anápolis.
Além da greve de 2013 da UEG, assistimos também a grandes mobilizações populares contra o aumento das tarifas de ônibus, contra a realização da Copa do Mundo FIFA e também aos contínuos atos denominados de “Fora Marconi”, contra a corrupção no governo estadual e o envolvimento do governador Marconi Perillo com o contraventor Carlos Augusto Ramos (vulgo "Carlinhos Cachoeira"). Nestas manifestações também houve intensa participação de alunos e professores de várias escolas e  universidades, inclusive da UEG, e durante estas mobilizações democráticas e populares, o aluno do curso de educação física da UEG UnU – Goiânia  ESEFFEGO, chamado Marllos de Souza Duarte, também foi vítima desta criminalização por parte do Estado, onde o mesmo, além de ter sua casa invadida por policiais civis, teve seus bens e de seus familiares confiscados (computadores, celulares, mochilas, cadernos, livros, e etc.) e até mesmo a sua carteira de identidade foi subtraída pelos policiais e nunca mais devolvida. Além de toda esta violência e intimidação por parte do Estado contra o estudante citado, o mesmo vem sendo vítima de dois processos criminais na Justiça Estadual por atos que ele jamais cometeu ou participou, sendo processado injustamente e de forma caluniosa pelo Estado. Em uma das acusações, cuja "vítima" é formada pela máfia do transporte público da região metropolitana de Goiânia (CMTC e Prefeitura de Goiânia), o aluno é acusado de liderar as manifestações espontâneas da população, durante a revolta popular contra a péssima qualidade do transporte e pelo alto valor das tarifas, sendo que o mesmo nem sequer estava presente no local e hora citado no referido processo, tendo provas cabais e testemunhas de que estava dando aulas no estágio onde trabalha. Já sobre o segundo processo, os policias da ROTAM, no dia 30 de agosto de 2013, abordaram o estudante da UEG arbitrariamente na rua, a cerca de 5 KM do local onde ocorriam as manifestações populares e, além de o prenderem sem acusação nenhuma, ainda colocaram materiais e artefatos balísticos dentro de sua mochila, com o objetivo de criarem falsas provas. 
Já na véspera do início da Copa do Mundo, a casa do estudante foi invadida, como citado anteriormente, e na delegacia, o delegado e os policiais o acusavam de ser o líder do movimento contra o aumento das passagens, sendo que tais movimentos tem como característica a não hierarquização, ou seja, não possuem líderes ou chefes.
Diante destes acontecimentos e do momento atual de ampliação da violência e da repressão por parte do Estado em Goiás, o Movimento Mobiliza UEG vem a público declarar total apoio ao estudante Marllos de Souza Duarte e também repudiar as atitudes covardes, caluniosas, injustas e autoritárias praticadas pelo Estado de Goiás, realizadas pela pessoa de seu governador Marconi Perillo, que de forma leviana, injusta e fascista tenta a todo custo calar as vozes populares que clamam contra os abusos e arbitrariedades deste governo corrupto, demagogo e autoritário.
Pelo fim da criminalização dos movimentos sociais e pelo arquivamento dos processos judiciais contra cidadãos militantes. Abaixo a repressão e o autoritarismo de Estado. Pela liberdade de manifestação e de expressão em Goiás e no Brasil. Todo apoio aos movimentos sociais populares e contra o autoritarismo do Estado.

MOVIMENTO MOBILIZA UEG



domingo, 12 de outubro de 2014

CARTA DE PIRENÓPOLIS




CARTA DE PIRENÓPOLIS

    Nos 15 anos da Universidade Estadual de Goiás, são constantes as intervenções políticas do governo, que são marcadas pelo total desrespeito em relação à comunidade uegena, sendo feitas pelos caprichos dos governantes de plantão, que tratam a universidade pública como se fosse um bem privado dos seus delírios.
    Atualmente na UEG estamos sofrendo mais uma intervenção política, mas disfarçada de um discurso pedagógico, que tem como um dos seus objetivos mais claros o controle e a subordinação dos cursos a uma formatação central, que despreza completamente o diálogo com a comunidade universitária.  A resolução CsU 52/2014 é uma demonstração de desrespeito à autonomia dos colegiados de curso, a todo momento fere completamente os debates essenciais nos diferentes colegiados, anulando por completo a responsabilidade e a autonomia que esses têm em estruturar seus próprios currículos, não permitindo um debate fecundo com seus legítimos representantes, ou seja, os alunos, professores e funcionários. A formação do NDE, mostrou-se um engodo para validar a imposição de um currículo mínimo, típico do período ditatorial que tanto mal produziu à educação brasileira, e que depois de longos anos de luta foi superado, mas sendo ressuscitado pela UEG por meio da Resolução CsU 52/2014.
Agora assumindo uma roupagem diferente, esse modelo emerge novamente, mostrando claramente seus fundamentos apoiado em um paradigma industrial tecnológico de base neoliberal, autoritário e centralista, oriundo de uma gestão que não pretende tratar seriamente os problemas da universidade.
Lembrando que no início de 2013, o debate seria para que as matrizes curriculares fossem unificadas, sendo esta mais uma das nefastas decisões de reitorias passadas, que usaram o argumento simplista que a unificação da matriz melhoraria a estrutura dos cursos e permitiria facilidades para os alunos que pretendessem transferir de uma cidade para outra. Reduzir as decisões curriculares de formação profissional de uma instituição pública de ensino superior é não respeitar o recurso público, e com o passar dos anos esses argumentos se mostraram pífios, pois, se abre mão da elaboração mais arrojada de propostas de formação, para permitir transferências de alunos, sendo que estas não se efetivam na prática, tornando-se mera desculpa  e grande engodo.
Novamente surge argumentos simplistas para justificar a redução de matriz para grade curricular, como o próprio nome indica, que aprisiona o conhecimento e o reduz a um “Kit” mínimo de habilidades para atender as demandas do mercado consumidor e facilitar o controle sob os professores e os estudantes, tratando de forma autoritária e inconsequente a formação, principalmente dos professores (as) em Goiás,  papel substancial que a UEG vem assumindo durante vários anos na formação de professores em todo o Estado.
 Como é possível uma comunidade inteira aceitar e calar-se frente a essa afronta? Qual o sentido da universidade, se quem vive nela não tem condições de intervir?
Nessa perspectiva não aceitamos a resolução CsU 52/2014 e sua consequência nefastas para a formação dos futuros professores da UnUCSEH, por isto a decisão dos colegiados (Pedagogia, História e Geografia) em promover uma ampla avaliação do PPC de ambos os cursos e a partir da reflexão dos resultados da avaliação reelaborarmos os PPC's e consequentemente em seu currículo   com o compromisso de continuarmos a luta por uma educação pública e de qualidade socialmente referendada.
 COLEGIADOS DOS CURSOS DE HISTÓRIA, GEOGRAFIA E PEDAGOGIA – UEG UnUCSEH - ANÁPOLIS