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O Movimento Mobiliza UEG consiste num movimento unificado de professores, estudantes e funcionários técnico-administrativos da Universidade Estadual de Goiás, espontâneo, independente, não institucionalizado, não hierarquizado e que adota como estratégia de atuação a ação direta. Seu objetivo é intervir no processo de construção da UEG com a finalidade de torná-la, de fato, uma universidade pública, gratuita, autônoma e democrática, capaz de cumprir o seu papel enquanto instituição de educação superior, produtora e socializadora de conhecimentos que contribuam para o bem-estar da sociedade goiana, em particular, da sociedade brasileira, em geral, e, quiçá, de toda a humanidade, primando pela qualidade reconhecida social e academicamente.

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quinta-feira, 26 de março de 2015

PARALISAÇÃO DE TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS EM ANÁPOLIS







PARALISAÇÃO DE TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS EM 

ANÁPOLIS
24/03/2015

Parece que o tacho da UEG vai ferver. Além de churrasco de carne de pescoço com osso mal passada, vamos poder oferecer ao governador e ao reitor um caldo de vísceras ultra apimentado no dia 16 de abril.
Na última terça-feira, 24, os funcionários técnicos administrativos do campus de Ciências Socioeconômicas de Anápolis fizeram uma paralisação das suas atividades durante todo o dia. O ato teve início às 8 horas. Durante uma concentração em frente ao prédio da Faculdade Católica de Anápolis, onde estão funcionando os cursos de licenciatura (matutino), desde agosto do ano passado, devido à reforma dos prédios do referido campus, os funcionários apresentaram suas reivindicações à comunidade universitária e conseguiram o apoio da maioria dos professores e alunos. Também contaram com a cobertura de um canal de televisão (OJC/Anhanguera e TV Record).
Alguns dos coordenadores do movimento manifestaram interesse em se integrar ao Mobiliza UEG.
Para esta quinta-feira, às 9 horas, professores integrantes do Mobiliza UEG programaram uma concentração das três categorias da comunidade universitária para expor os encaminhamentos definidos até o momento, tendo em vista ampliar a participação nas atividades programadas. Após o evento, faremos um relato.

Segue abaixo o panfleto distribuído pelos técnicos administrativos com sua pauta de reivindicações. Eles intencionam ampliar a mobilização em outros campus onde existem funcionários efetivos.

(abaixo o folheto construído pelos funcionários e com as suas reivindicações)


AÇÃO VALORIZAÇÃO
PELA VALORIZAÇÃO DO SERVIDOR DA UEG


A AÇÃO valorizAÇÃO tem o objetivo de ressaltar a importância dos servidores técnico-administrativos da Universidade Estadual de Goiás, tendo em vista o descaso da Gestão Central desta instituição para com a categoria.
Quem abre o portão de entrada? O servidor técnico-administrativo!
Quem limpa e mantém a organização do prédio? O servidor técnico-administrativo!
Quem acolhe alunos e professores? O servidor técnico-administrativo!
Quem dá suporte ao desempenho da prática docente? O servidor técnico-administrativo!
Quem operacionaliza os documentos indispensáveis à atividade acadêmica?  O servidor técnico-administrativo!
Quem dá suporte à realização e à concretização de eventos e projetos da Instituição? O servidor técnico-administrativo!
Quem guarda, conserva e disponibiliza as informações contidas nos arquivos permanentes da Instituição? O servidor técnico-administrativo!
E não menos importante: Quem apaga as luzes?

Reivindicações da categoria para o Câmpus de Ciências Sócio-Econômicas e Humanas:
1.     Contratação de servidores para serviços gerais, com a finalidade de completar o quadro necessário à boa execução das tarefas, uma vez que 07 servidores tiveram seus contratos rescindidos, sobrecarregando, assim, os poucos que permaneceram. Esta reivindicação considera o fato de o Concurso UEG não prever vagas para a referida função. A isto, acrescenta-se a reivindicação de uma remuneração mais digna - condizente com imprescindibilidade do trabalho e dos riscos aos quais estão sujeitos - visto que o percebido atualmente é inferior ao salário mínimo; 
2.    Contratação de servidores técnico-administrativos para suprirem o atual e grave déficit de funcionários, uma vez que, 10 servidores tiveram seus contratos rescindidos, caso em que, não somente acarretou uma sobrecarga de trabalho aos funcionários restantes, mas também, comprometeu o bom andamento das atividades acadêmicas e administrativas; Esclarecemos que tal demanda é decorrente do fato de o futuro concurso da UEG só contemplar o Campus de Ciências Socioeconômicas com  01 única vaga para técnico-administrativo.
3.    Retomada e ampliação das gratificações em todas as instâncias administrativas;
4.    Permanência, no atual Regimento, dos direitos que os artigos 181, 182 e 183 do anterior Regimento Geral da UEG garantiam aos servidores desta Instituição. Referimos especifica e respectivamente: a) ao benefício de afastamento para aperfeiçoamento intelectual e profissional; b) à redução de 2 horas para os servidores com carga horária superior a 6 horas diárias, que estejam regularmente matriculados no Ensino Fundamental e Médio, bem como, nos cursos de graduação e pós-graduação; c) ao gozo da Licença Anual de 5 dias (Semaninha);
5.    Melhoria nas condições de trabalho, reconhecimento de direitos e concessão de benefícios garantidos por lei para o desempenho de determinadas atividades, por exemplo: adicional por insalubridade, por periculosidade;
6.    Aquisição de mobiliários, acessórios e equipamentos adequados à execução eficiente e segura das tarefas atribuídas a cada setor, visando a saúde do servidor;  
7.    Expansão e melhoria na rede de comunicação: a) nos ramais telefônicos; b) na qualidade e velocidade da Web; c) na ampliação dos pontos fixos para computadores e zona Wi-fi;    
“Professores e alunos são a alma da Universidade”,

porém, de que vale uma alma sem corpo?

quinta-feira, 5 de março de 2015

CRISE AMEAÇA SAÚDE FÍSICA E “MORAL” NO ESTADO DE GOIÁS E NA UEG




CRISE AMEAÇA SAÚDE FÍSICA E “MORAL” NO ESTADO DE GOIÁS E NA UEG


Aedes aegypti, Anopheles? Estado de Goiás desenvolve uma crise endêmica de parasitas. Tais foram os esforços dos governos anteriores em tratar questões sociais dentro de ambientes cultivados como “currais eleitorais”, que se imaginou o início do “tempo novo”. Mas a “camisa azul” do Coninho (obrigado, Henrique Santilo!) desbotou, e o “moço” teve de se vestir com trajes senis de “velhaco”. Coninho é o tipo de parasita que suga a força vital do “gado”. O governador Marconi Perillo e seu gestor na UEG, o reitor Haroldo Heimer, agem como a Haematobia irritans (mosca-dos-chirfes) sobre o dorso do corpo social que os hospeda. E nem adianta o eleitor subir na mesa e sapatear de raiva desta notinha, porque não foi seu voto que ficou desperdiçado, é a sua própria vida que foi tornada um desperdício. Por isso, eles te sugam; e qualquer um que se queira integrar à sociedade e cores locais. As contribuições desses parasitas para "sanar" a crise financeira do Estado? Sim, tem sido muitas: demitir funcionários assalariados, cortar bolsas de estudos para alunos carentes, aumentar a carga horária de trabalho dos professores concursados e reduzir seus salários, retirar gratificações de funcionários administrativos, reduzir o salário de servidores e não repassar o dinheiro das obras iniciadas na UEG e noutros lugares no Estado. Além destas medidas, há também outras, mais elegantes aos olhos dos que ruminam a sério: pagar milhões para jornais e emissoras de rádio e tv para dizerem que o dinheiro do Estado acabou por culpa dos servidores públicos.
O ano de 2015, inicia para os goianos com um velho/novo procedimento utilizado por diferentes governadores em Goiás. O Estado diz ter “acabado” dinheiro, depois de ter gasto milhões em publicidade para dizer que no Estado não havia crise alguma. Todo esse processo vem acompanhado das notícias contratadas em empresas de jornalismo e propaganda, repletas de desculpas para dizer que o Estado não tem dinheiro. No entanto, o mesmo governo de Marconi Periggo (PSDB) perdoou no apagar da luzes do ano de 2014 a dívida fiscal do grupo JBS S/A (FRIBOI), que ultrapassava a cifra de 1 bilhão de reais (R$ 1.000.000.000,00), reduzindo a mesma para apenas R$ 340 milhões de reais, recebendo 40% desse valor e parcelando o restante em 5 anos.
Enquanto isso, em meio à "crise financeira" do Estado, o governador e os seus deputados-capachos aumentaram descaradamente seus salários. Um estado que se encontra em dificuldades financeiras pode se dar o luxo de perdoar uma divida dessa forma?
Pode ainda aumentar de forma exorbitante e abusiva salários do executivo e legislativo? A resposta a essa pergunta deve ser a indignação da comunidade uegeana e a reação nas ruas. A reitoria da UEG segue fielmente a cartilha de austeridade fiscal e de desmando do governo (o próprio reitor está de joelhos diante do deus Mamon-Periggo). E agora, como se não bastasse, o governo e reitoria da UEG ameaçam acabar de vez com o nosso plano de cargos e salários, sob o velho discurso economicista falacioso na educação, travestido de "Efeito-USP".
Até quando os goianos e os moradores desse estado vão deixar que o executivo e o legislativo façam o que quiserem com os bens públicos,? É sabido de todos que irão vender as áreas públicas estaduais, como o próprio campus da ESEFFEGO, cujo dinheiro será utilizado em campanhas eleitoreiras e desvios. Vamos deixar continuar construindo obras e não terminando (Centro Convenções de Anápolis, Centro de Excelência dos Esportes, Credeq's, Hugo-2, Hospital de Santo Antônio do Descoberto, e etc...). Até quando esperar que as nossas riquezas e o nosso suor seja utilizado por um número restrito de pessoas que fazem parte da panela do governador? Até quando?

quarta-feira, 4 de março de 2015

MOÇÃO DE APOIO À LUTA CONTRA O AUMENTO DA TARIFA


Trabalhadores e estudantes revoltados ocupam de forma espontânea o Terminal da Pç. "A" em Goiânia

Moção de Apoio à Luta dos Trabalhadores Contra o Aumento da Tarifa do Transporte em Goiânia

O Movimento Mobiliza UEG, formado por professores, alunos e funcionários da UEG apoia incondicionalmente as manifestações espontâneas e populares contra o aumento das tarifas do transporte público em Goiânia, uma vez que o preço atual das passagens de ônibus na capital é abusivo, frente a uma frota de ônibus sucateada, sem pontualidade, com motoristas mal remunerados e ainda com ônibus sempre lotados de passageiros, que coloca em risco a vida dos usuários e de toda a população.
O último aumento da tarifa em Goiânia além de abusivo (18%), foi realizado de forma intencional e leviana pelos empresários do transporte coletivo da cidade em pleno feriado de carnaval, com o objetivo de evitar a crítica e a mobilização popular, porém, tal atitude covarde não foi capaz de conter o clamor e a revolta dos trabalhadores, e o povo novamente volta às ruas para protestar e dizer um basta à máfia do transporte público em Goiás, formada pelos empresários e também pelo governo municipal e estadual.
Na manhã da quinta-feira do dia 26 de fevereiro, o Terminal da “Praça A” em Goiânia foi palco de uma grande mobilização popular que parou por completo toda a circulação de ônibus na região do Bairro de Campinas. Trabalhadores e estudantes, usuários do transporte coletivo se uniram espontaneamente ocupando todo o terminal de ônibus, a reivindicação é contra a precarização do transporte público urbano na capital, onde pessoas são submetidas cotidianamente a condições insalubres e desumanas em ônibus sujos, lotados e sempre atrasados. Entretanto, o Governo de Marconi Periggo (PSDB), através da Polícia Militar e do poder Judiciário, realizou uma violenta ação de repressão aos manifestantes, prendendo aleatoriamente trabalhadores e estudantes usuários do transporte coletivo, que simplesmente faziam valer o direito constitucional de livre manifestação.  Ainda no final da tarde deste mesmo dia, manifestantes, agora em sua maioria estudantes, que participavam da mobilização agendada pela Frente de Lutas na Praça Universitária, também em Goiânia, foram covardemente presos pela polícia militar e encaminhados de forma ilegal diretamente para a penitenciária (CPP), negando o direito de ampla defesa aos mesmos.
O Movimento Mobiliza UEG denuncia a criminalização aos movimentos sociais em Goiás pelo Governo do Estado, que utiliza de seus instrumentos de repressão, como a polícia e também do judiciário, para amedrontar, intimidar e aterrorizar a população, prendendo e processando individualmente trabalhadores que utilizam das ações diretas, manifestações e mobilizações como direito legítimo de reivindicação e de protesto.
A brutal e massiva repressão por parte do governo de Marconi Periggo (PSDB) aniquila por completo os direitos constitucionais de manifestação, e tenta de forma despótica e covarde, desmobilizar e quebrar os vínculos de solidariedade da classe trabalhadora nas manifestações através do medo e do terror imposto aos cidadãos goianos.
As atuais formas de violência do estado em Goiás contra trabalhadores e estudantes demonstram o autoritarismo do governo e também provam que os verdadeiros vândalos, arruaceiros e baderneiros são os representantes do próprio Estado, como a polícia, os juízes  e o próprio governador, juntamente com os empresários do transporte coletivo, que de forma insaciável, almejam somente os grandes lucros através da contínua exploração da classe trabalhadora, tratando seres humanos como verdadeiros animais (boiada) dentro dos ônibus em Goiânia.  
Apoiamos a luta por uma Goiânia sem catracas, onde o direito de mobilidade seja garantido a todos os cidadãos, de forma gratuita, humanizada e com qualidade. O Movimento Mobiliza UEG exige ainda a soltura imediata de todos os trabalhadores e estudantes que foram criminalizados e presos através da prática violenta atual desta política de terrorismo de Estado em Goiás.

MOVIMENTO MOBILIZA UEG

Terminal de ônibus ocupado por estudantes e trabalhadores em Goiânia


Revolta popular contra o aumento do transporte e contra a imprensa na Pç. Universitária em Goiânia