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O Movimento Mobiliza UEG consiste num movimento unificado de professores, estudantes e funcionários técnico-administrativos da Universidade Estadual de Goiás, espontâneo, independente, não institucionalizado, não hierarquizado e que adota como estratégia de atuação a ação direta. Seu objetivo é intervir no processo de construção da UEG com a finalidade de torná-la, de fato, uma universidade pública, gratuita, autônoma e democrática, capaz de cumprir o seu papel enquanto instituição de educação superior, produtora e socializadora de conhecimentos que contribuam para o bem-estar da sociedade goiana, em particular, da sociedade brasileira, em geral, e, quiçá, de toda a humanidade, primando pela qualidade reconhecida social e academicamente.

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TERMO DE COMPROMISSO ASSINADO AO FIM DA GREVE GERAL DA UEG

TERMO DE COMPROMISSO

Pelo presente termo que firmam entre si, de um lado a Universidade Estadual de Goiás, representada pelo seu Reitor Haroldo Reimer, doravante denominada UNIVERSIDADE, e de outro lado os professores, estudantes e servidores técnico-administrativos que se organizam no Movimento Mobiliza UEG, devidamente autorizados em assembleia por meio de uma comissão formada pelos professores Joelma Abadia Marciano de Paula, Eliane Gonçalves Costa Anderi, Suely Miranda Cavalcante Bastos, Mary Anne Vieira Silva, Janes Socorro da Luz e os alunos Joelma da Mota Louredo e Lucas de Almeida Pereira, doravante denominados MOVIMENTO, celebram e assumem os compromissos abaixo elencados:
Cláusula 1ª – O MOVIMENTO decidiu, nesta data, pelo término da greve deflagrada em 25 de abril de 2013.
Cláusula 2ª As alterações do Plano de Cargos e Salários [dos professores] foram aprovadas pela Assembleia Legislativa e sancionadas pelo Governador de Goiás, conforme encaminhamento feito pela UNIVERSIDADE com a alteração proposta pelo MOVIMENTO.
Cláusula 3ª – A UNIVERSIDADE empreenderá seus esforços para realização de concurso público para admissão de 250 (duzentos e cinquenta) professores e 500 (quinhentos) técnicos administrativos para o primeiro semestre de 2014.
Cláusula 4ª – A UNIVERSIDADE encaminhará ao Governo de Goiás a solicitação de reposição salarial de 7,08% (sete inteiros e oito centésimos por cento) em 2013, descontada a antecipação concedida de 1,52% (um inteiro vírgula cinquenta e dois centésimos), e a integralização de 13,36% (treze inteiros vírgula trinta e seis centésimos por cento), até julho de 2014 para os servidores efetivos docentes e técnicos administrativos.
Cláusula 5ª – A UNIVERSIDADE se compromete a assegurar no orçamento de 2014 o valor de R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) na ação de obras para a política de assistência estudantil (moradia, restaurante universitário e/ou centro de convivência), conforme proposta a ser apresentada a partir da realização dos fóruns com a participação do Grupo de Trabalho das Políticas de Assistência Estudantil do Movimento Mobiliza UEG.
Cláusula 6ª – Após a realização dos fóruns supramencionados para a fixação das prioridades das unidades universitárias, a UNIVERSIDADE se compromete a dar prioridade na destinação orçamentária aos resultados propositivos, no tocante às políticas de assistência estudantil.
Cláusula 7ª – A UNIVERSIDADE destinará o valor de R$ 6.000.000,00 (seis milhões de reais) do seu orçamento previsto para 2014 ao Programa de Bolsas, cabendo ao Conselho Universitário a deliberação sobre o quantitativo e o valor das bolsas.
Cláusula 8ª – A UNIVERSIDADE encaminhará ao Governador de Goiás solicitação de crédito complementar no valor de R$ 5.000.000,00 (cinco milhões de reais) para o orçamento de 2014, para atendimento das proposições levantadas a partir dos fóruns supracitados quanto à política de assistência estudantil (moradia, restaurante universitário e/ou centro de convivência).
Cláusula 9ª – A UNIVERSIDADE se compromete a não adotar nenhuma ação de retaliação pelo movimento paredista realizado, com qualquer sanção pelos atos já praticados, desde que cumpridos os compromissos ora firmados.
Cláusula 10ª – A UNIVERSIDADE se compromete a promover estudos para adoção de novo regime de trabalho para os professores do quadro temporário, buscando a equiparação com os docentes do quadro efetivo para possível implantação em 2014.
Cláusula 11ª – A UNIVERSIDADE se compromete a aplicar 50% (cinquenta inteiros por cento) dos recursos oriundos a partir da devolução de recurso da FUNCER nas obras de reforma da ESEFFEGO.
Cláusula 12ª – A UNIVERSIDADE se compromete a promover a atualização e expansão continuada do acervo bibliográfico das bibliotecas das unidades.
Cláusula 13ª – Em relação à reforma, ampliação e construção das estruturas das unidades, as demandas já indicadas pelos diretores em 2012 retornarão para as unidades, para que as mesmas possam rever se as obras indicadas são de fato prioridades e retornem à Reitoria até o final do mês de setembro/2013.
Cláusula 14ª – O MOVIMENTO se compromete ao retorno das atividades em até 72 horas, contadas em dias úteis, com início das aulas no dia 1º de agosto de 2013.
Cláusula 15ª – As unidades universitárias entregarão os calendários de reposição de aulas na Pró-Reitoria de Graduação até o dia 30 de julho de 2013.
Cláusula 16ª – A UNIVERSIDADE e o MOVIMENTO, por intermédio de seus procuradores, informarão ao Tribunal de Justiça de Goiás o término da greve, requerendo o arquivamento do processo nº 222592-77.2013.8.09.0000 (2013392225922), concomitantemente com o retorno das atividades.
Anápolis, 24 de julho de 2013.

Universidade Estadual de Goiás
Reitor
Comissão de Negociação do Movimento Mobiliza UEG


terça-feira, 14 de outubro de 2014

MOÇÃO DE APOIO AO ESTUDANTE MARLLOS S. DUARTE







NOTA DE REPÚDIO AO GOVERNO DO ESTADO DE GOIÁS

Atualmente em Goiás estamos assistindo ao avanço da criminalização dos movimentos sociais e também da individualização de processos judiciais contra cidadãos participantes de manifestações e de mobilizações populares, consequência das práticas de políticas neoliberais e fascistas de nossos gestores públicos, que tentam a todo o custo garantir o poder e o monopólio das grandes empresas e do capital internacional, que além de financiarem as próprias campanhas eleitorais dos políticos, promovem ainda a super exploração da classe trabalhadora e  o aviltamento da nação. Tais tentativas violentas de criminalização fazem parte da promoção e reprodução das desigualdades sociais via exploração e controle da sociedade, através dos aparelhos de repressão do Estado, como as polícias, o controle das mídias e do próprio sistema judiciário. 
As perseguições violentas, condenações arbitrárias e até prisões de inocentes se multiplicaram durante os meses que antecederam a realização da copa do mundo de futebol no país, e se perpetuaram de forma ampliada, mesmo após a realização deste megaevento, desmascarando a chamada democracia burguesa brasileira. Tal violência e perseguição por parte do Estado capitalista neoliberal em Goiás tem encontrado vítimas até mesmo dentro da Universidade Estadual de Goiás, onde professores e estudantes sofreram processos, agressões e prisões durante a greve geral de 2013. O próprio reitor da UEG, Dr. Haroldo Reimer, chegou a processar alguns docentes da universidade, culpando os mesmos pela deflagração da greve geral, numa clara e desesperada tentativa de criminalização e intimidação do movimento grevista. Ainda durante aquela greve de 2013, o governador Marconi Perillo, ordenou à Polícia Militar do Estado a bater e prender os professores e estudantes em greve, fato que se consumou várias vezes, dentre elas, durante mobilizações realizadas no FICA (Festival Internacional de Cinema Ambiental) realizado na Cidade de Goiás e também em atos durante o evento chamado “Governo Itinerante” realizado pelo governador Marconi Perillo em Anápolis.
Além da greve de 2013 da UEG, assistimos também a grandes mobilizações populares contra o aumento das tarifas de ônibus, contra a realização da Copa do Mundo FIFA e também aos contínuos atos denominados de “Fora Marconi”, contra a corrupção no governo estadual e o envolvimento do governador Marconi Perillo com o contraventor Carlos Augusto Ramos (vulgo "Carlinhos Cachoeira"). Nestas manifestações também houve intensa participação de alunos e professores de várias escolas e  universidades, inclusive da UEG, e durante estas mobilizações democráticas e populares, o aluno do curso de educação física da UEG UnU – Goiânia  ESEFFEGO, chamado Marllos de Souza Duarte, também foi vítima desta criminalização por parte do Estado, onde o mesmo, além de ter sua casa invadida por policiais civis, teve seus bens e de seus familiares confiscados (computadores, celulares, mochilas, cadernos, livros, e etc.) e até mesmo a sua carteira de identidade foi subtraída pelos policiais e nunca mais devolvida. Além de toda esta violência e intimidação por parte do Estado contra o estudante citado, o mesmo vem sendo vítima de dois processos criminais na Justiça Estadual por atos que ele jamais cometeu ou participou, sendo processado injustamente e de forma caluniosa pelo Estado. Em uma das acusações, cuja "vítima" é formada pela máfia do transporte público da região metropolitana de Goiânia (CMTC e Prefeitura de Goiânia), o aluno é acusado de liderar as manifestações espontâneas da população, durante a revolta popular contra a péssima qualidade do transporte e pelo alto valor das tarifas, sendo que o mesmo nem sequer estava presente no local e hora citado no referido processo, tendo provas cabais e testemunhas de que estava dando aulas no estágio onde trabalha. Já sobre o segundo processo, os policias da ROTAM, no dia 30 de agosto de 2013, abordaram o estudante da UEG arbitrariamente na rua, a cerca de 5 KM do local onde ocorriam as manifestações populares e, além de o prenderem sem acusação nenhuma, ainda colocaram materiais e artefatos balísticos dentro de sua mochila, com o objetivo de criarem falsas provas. 
Já na véspera do início da Copa do Mundo, a casa do estudante foi invadida, como citado anteriormente, e na delegacia, o delegado e os policiais o acusavam de ser o líder do movimento contra o aumento das passagens, sendo que tais movimentos tem como característica a não hierarquização, ou seja, não possuem líderes ou chefes.
Diante destes acontecimentos e do momento atual de ampliação da violência e da repressão por parte do Estado em Goiás, o Movimento Mobiliza UEG vem a público declarar total apoio ao estudante Marllos de Souza Duarte e também repudiar as atitudes covardes, caluniosas, injustas e autoritárias praticadas pelo Estado de Goiás, realizadas pela pessoa de seu governador Marconi Perillo, que de forma leviana, injusta e fascista tenta a todo custo calar as vozes populares que clamam contra os abusos e arbitrariedades deste governo corrupto, demagogo e autoritário.
Pelo fim da criminalização dos movimentos sociais e pelo arquivamento dos processos judiciais contra cidadãos militantes. Abaixo a repressão e o autoritarismo de Estado. Pela liberdade de manifestação e de expressão em Goiás e no Brasil. Todo apoio aos movimentos sociais populares e contra o autoritarismo do Estado.

MOVIMENTO MOBILIZA UEG



domingo, 12 de outubro de 2014

CARTA DE PIRENÓPOLIS




CARTA DE PIRENÓPOLIS

    Nos 15 anos da Universidade Estadual de Goiás, são constantes as intervenções políticas do governo, que são marcadas pelo total desrespeito em relação à comunidade uegena, sendo feitas pelos caprichos dos governantes de plantão, que tratam a universidade pública como se fosse um bem privado dos seus delírios.
    Atualmente na UEG estamos sofrendo mais uma intervenção política, mas disfarçada de um discurso pedagógico, que tem como um dos seus objetivos mais claros o controle e a subordinação dos cursos a uma formatação central, que despreza completamente o diálogo com a comunidade universitária.  A resolução CsU 52/2014 é uma demonstração de desrespeito à autonomia dos colegiados de curso, a todo momento fere completamente os debates essenciais nos diferentes colegiados, anulando por completo a responsabilidade e a autonomia que esses têm em estruturar seus próprios currículos, não permitindo um debate fecundo com seus legítimos representantes, ou seja, os alunos, professores e funcionários. A formação do NDE, mostrou-se um engodo para validar a imposição de um currículo mínimo, típico do período ditatorial que tanto mal produziu à educação brasileira, e que depois de longos anos de luta foi superado, mas sendo ressuscitado pela UEG por meio da Resolução CsU 52/2014.
Agora assumindo uma roupagem diferente, esse modelo emerge novamente, mostrando claramente seus fundamentos apoiado em um paradigma industrial tecnológico de base neoliberal, autoritário e centralista, oriundo de uma gestão que não pretende tratar seriamente os problemas da universidade.
Lembrando que no início de 2013, o debate seria para que as matrizes curriculares fossem unificadas, sendo esta mais uma das nefastas decisões de reitorias passadas, que usaram o argumento simplista que a unificação da matriz melhoraria a estrutura dos cursos e permitiria facilidades para os alunos que pretendessem transferir de uma cidade para outra. Reduzir as decisões curriculares de formação profissional de uma instituição pública de ensino superior é não respeitar o recurso público, e com o passar dos anos esses argumentos se mostraram pífios, pois, se abre mão da elaboração mais arrojada de propostas de formação, para permitir transferências de alunos, sendo que estas não se efetivam na prática, tornando-se mera desculpa  e grande engodo.
Novamente surge argumentos simplistas para justificar a redução de matriz para grade curricular, como o próprio nome indica, que aprisiona o conhecimento e o reduz a um “Kit” mínimo de habilidades para atender as demandas do mercado consumidor e facilitar o controle sob os professores e os estudantes, tratando de forma autoritária e inconsequente a formação, principalmente dos professores (as) em Goiás,  papel substancial que a UEG vem assumindo durante vários anos na formação de professores em todo o Estado.
 Como é possível uma comunidade inteira aceitar e calar-se frente a essa afronta? Qual o sentido da universidade, se quem vive nela não tem condições de intervir?
Nessa perspectiva não aceitamos a resolução CsU 52/2014 e sua consequência nefastas para a formação dos futuros professores da UnUCSEH, por isto a decisão dos colegiados (Pedagogia, História e Geografia) em promover uma ampla avaliação do PPC de ambos os cursos e a partir da reflexão dos resultados da avaliação reelaborarmos os PPC's e consequentemente em seu currículo   com o compromisso de continuarmos a luta por uma educação pública e de qualidade socialmente referendada.
 COLEGIADOS DOS CURSOS DE HISTÓRIA, GEOGRAFIA E PEDAGOGIA – UEG UnUCSEH - ANÁPOLIS

domingo, 5 de outubro de 2014

Diretores recebem aumento de gratificação antes das eleições

Os "Pinóquios" de Goiás

Enquanto os professores da UEG amargam uma falsa promessa de aumento salarial em forma fragmentada e com valor abaixo da inflação, prometida ainda para o final do ano (VER TABELA 03 ABAIXO), os diretores das unidades universitárias receberam no mês de julho aumento nas gratificações com valor superior a 50% (VER TABELA 01 e 02 ABAIXO). Vale lembrar que tal aumento vergonhoso, face ao arrocho salarial experimentado pela categoria docente, vem logo às vésperas das eleições para governador, coincidindo com o início da campanha de reeleição do Marconi Periggo. E não é mera coincidência também que nos últimos meses vem aumentado as denúncias de assédio moral e censura, praticadas por  diretores de unidades da UEG, na tentativa de calar as vozes discordantes e tentar desmobilizar as ações da comunidade uegeana, garantindo assim o papel de verdadeiros "capitães do mato" que cumprem os diretores, e fazendo da UEG mais uma vez o triste papel de palanque eleitoral. 
Vale lembrar ainda que após o aumento, todos os diretores votaram a favor da reforma curricular CSU-52/2014, aprovada no Conselho Universitário no mês de agosto, e alguns diretores (como o caso vergonhoso do diretor da UnU ESEFFEGO) desrespeitaram até mesmo as decisões dos seus colegiados, que deliberam em reunião de congregação, posição contrária à atual reforma curricular.
Enquanto isso, no último CsU realizado no dia 03/10, a reitoria ratificou que não irá convocar os demais professores aprovados no concurso do RTIDP, ou seja, dos 105 aprovados, apenas 60 serão convocados ainda este ano.

Tabela 01 - Gratificações ANTES do aumento nas gratificações dos diretores da UEG (Fonte: Diário Oficial)

Tabela 02 - Gartificações dos diretores da UEG APÓS aumento em 1º de julho 2014. (fonte: Diário Oficial )








Tabela 03 - Aumento prometido aos professores em forma fragmentada e abaixo da inflação.




terça-feira, 30 de setembro de 2014

NOTA DE REPÚDIO





AUTORITARISMO, TIRANIA E CENSURA NA UEG


Atualmente no país estamos assistindo ao aumento e ampliação das ideias conservadoras, também de ações violentas e autoritárias por parte do Estado, consequências claras das investidas reacionárias das elites no poder, que tentam a todo custo a sua perpetuação e a reprodução contínua da lógica desumana e insaciável do capital. A brutal criminalização aos movimentos sociais no Brasil, que mesmo após a realização da Copa do Mundo de Futebol, tem-se multiplicado e proliferado em todas as instâncias, dando continuidade às arbitrariedades, intimidações e a individualização de processos judiciais, inclusive dentro das próprias universidades públicas brasileiras.
Na Universidade Estadual de Goiás, por exemplo, estamos assistindo hoje a forma autoritária com que a reitoria impõe o "novo" currículo à comunidade, que na verdade é o retorno do já conhecido e velho “currículo mínimo”, introduzido no país no auge da ditadura militar. Os encontros para a discussão desse currículo obedecem a lógica da imposição do discurso pela autoridade (pseudo) técnica, tendo como metodologia principal a negação do diálogo com os professores, funcionários e estudantes e ainda desconsiderando por completo os Projetos Político Pedagógicos dos cursos, anulando a já limitada autonomia das unidades universitárias que constituem a própria universidade.
A aprovação da reforma curricular pelo CsU se deu a "toque de caixa", demonstrando a intenção clara de não permitir o diálogo pleno e o debate democrático dentro da universidade. Outro exemplo claro dessa intensificação reacionária dentro da universidade se deu durante a greve de 2013, onde o atual reitor Haroldo Reimer, na tentativa de criminalizar o movimento de greve, chegou ao absurdo de processar vários docentes da UEG, culpabilizando-os pela deflagração de uma greve unificada entre todas as categorias da instituição (professores, alunos e funcionários), na qual tinha como princípio a auto-organização, numa demonstração evidente e desesperada de intimidar os demais trabalhadores, e ainda de tentar de forma violenta colocar um fim à greve.
Tal violência, autoritarismo e despotismo dentro da[u1]  universidade desnuda por completo o modelo verticalizado, autoritário e antidemocrático em que é constituída a própria universidade, com Conselhos Universitários demagógicos, reitorias cooptadas pelo governo, direções de unidades rígidas e centralizadas, inexistência de paridade eleitoral, ilegalidade e eleições duvidosas dos DCE's, onde fica explícito as interferências dos partidos ligados ao governo dentro do movimento estudantil, sendo avalizadas pela própria reitoria. Esse contexto facilita e permite com que gestores, a mando dos próprios governos, que sempre querem ganhar as eleições a qualquer custo, atuem como verdadeiros "capitães do mato", atropelando a tudo e a todos em nome de seus próprios interesses, caprichos e vaidades pessoais, transformando a autonomia universitária em uma mera palavra de retórica e perpetuando em todos os campi o patrimonialismo, o nepotismo, os palanques eleitorais e os eternos cabides de emprego na UEG.
O autoritarismo e a censura estão fazendo parte do cotidiano da UEG, além dos exemplos nefastos citados anteriormente, cabe ressaltar ainda que no dia 14 de agosto de 2014, dentro do evento de Cerimônia de Outorga de Grau, dos cursos de fisioterapia e de educação física da UnU - Goiânia - ESEFFEGO, ocorrida no Teatro da PUC-GO em Goiânia, foi realizado arbitrariamente cortes nos textos dos oradores dos cursos pela Coordenação Geral de Comunicação (CGCOM-UEG) ligado à reitoria,  o que provocou a indignação  dos estudantes e o constrangimento entre todos os professores e convidados presentes. Como se não bastasse, na reunião de congregação daquela mesma unidade, realizada no dia 21 de agosto de 2014, após a citada cerimônia de colação de grau, professores, alunos e funcionários da UEG UnU ESEFFEGO votaram em  tornar público tal atitude e também publicizar o total repúdio a esta ação ditatorial e injusta realizada pela UEG, entretanto, a própria comissão eleita em reunião para escrever a nota à reitoria teve também seu texto censurado e com cortes de frases e palavras, feito pelo próprio diretor da UnU ESEFFEGO, que agiu da mesma forma autoritária, prepotente e tirânica que seus páreas da reitoria. Temos ainda outros exemplos do despotismo na UEG, como a decisão de apoio às reformas feitas pelo GT de currículo na UnUCSHE - Anápolis, onde o próprio diretor desta unidade preferiu uma reunião apenas com os representantes do NDE para debater a posição da unidade, ao invés de chamar a congregação para debater esse fato com mais profundidade e na presença de uma representação maior. O que dizer do caso de assédio moral coletivo na UnU-Formosa realizado também pelo diretor? Que de forma autoritária tentou intimidar as vozes discordantes em reunião coletiva, conforme deixou bem claro a nota de repúdio escrita pelos próprios alunos do curso de história, dando origem ao movimento denominado “Somos Todos Filhos da Puta”.
Estes acontecimentos são apenas os mais recentes, ocorridos nestes últimos meses. Como poderíamos ainda deixar de falar sobre o estatuto da UEG imposto pelo governo Marconi Perillo durante a gestão de Eliana França, ou ainda a própria intervenção feita pelo governador na reitoria em 2012, ao empossar de forma ilegítima e arbitrária o atual reitor Haroldo Reimer?
Esses fatos demonstram uma contínua e intensa investida do poder reacionário e antidemocrático dentro da nossa universidade, que encontram respaldo e ressonância dentro das próprias estruturas autoritárias e coercitivas já existentes dentro da UEG.
Sendo assim, cabe a todos nós da comunidade uegeana, professores, alunos e funcionários refletirmos sobre este atroz e sombrio momento em que estamos enfrentando. Se torna também urgente repensarmos sobre as injustas e falidas estruturas de poder que regem a UEG,  também promovermos ações articuladas de forma coletiva afim de enfrentarmos estes nossos algozes, que estão dentro e fora da universidade, e que a todo momento subtraem nossos direitos, tentam nos intimidar pela coação e pelo medo, anulam a nossa autonomia e que almejam tão somente transformar a universidade em uma mera fábrica de trabalhadores disciplinados, obedientes, produtivos e úteis, que sirvam apenas de mão de obra barata  para o trabalho flexível, precarizado e para o desemprego.


MOVIMENTO MOBILIZA UEG


sábado, 27 de setembro de 2014

REVOGAÇÃO IMEDIATA DA "NOVA" REFORMA CURRICULAR NA UEG



“Eu aprendi com as primaveras a me deixar cortar e voltar sempre inteira”
Clarice Lispector
 
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS
RESOLUÇÃO CSU nº52, de 7 de agosto de 2014
ESTRUTURA CURRICULAR DOS CURSOS DE GRADUAÇÃO
CURSO DE PEDAGOGIA – UNUCSEH
3340 Horas, Semestral
            O objetivo desse texto, que surgiu nos debates empreendidos no curso de Pedagogia da UnUCSEH, é discutir a Resolução CSU nº 52, de 07 de agosto de 2014, que regulamenta as Diretrizes Básicas para a Estrutura Curricular dos cursos de graduação da UEG. Para tanto, são apresentados os artigos da resolução e as dúvidas que deixam como também mostrar a dificuldade para “adequar” os Projetos Pedagógicos dos Cursos (PPC) às determinações da resolução, a qual dá orientações para montagem da matriz, aspecto último de um PPC. Orientações do MEC, do INEP e da própria UEG destacam que a elaboração de cursos de graduação implicam levar em conta o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) e o Projeto Pedagógico Institucional (PPI) da instituição, e que as discussões sejam coletivas, no interior do próprio colegiado de curso, no qual se define o perfil do profissional a ser formado e, com base nele, definir a matriz curricular, com conteúdos e disciplinas que permitem atingir o perfil desejado de profissional. A resolução 52/2014 propõe a inversão desse processo, iniciando com a definição da matriz (ou grade curricular, uma vez que define modelo curricular), sem existência do Projeto Pedagógico do Curso.
            Em apenas seis artigos a resolução estabelece forma de ingresso semestral ou anual, oferta de disciplinas em forma semestral, período de funcionamento dos cursos e estrutura curricular baseada em currículo mínimo. Vale destacar que o currículo mínimo já foi eliminado na educação brasileira a partir da LDB de 1996.
            A resolução 52/2014 ainda obriga a seguir a semi-presencialidade que, conforme a Portaria MEC 4059, 10 de dezembro de 2004, refere-se, conforme seu § 1º do art. 1º, “como quaisquer atividades didáticas, módulos ou unidades de ensino-aprendizagem centrados na auto-aprendizagem e com a mediação de recursos didáticos organizados em diferentes suportes de informação que utilizem tecnologias de comunicação remota”. Isso significa uso de mídias digitais, as quais exigem infra-estrutura que a UEG ainda não possui em seus diferentes campi.
            Vale esclarecer que a Portaria 4059/2004 estabelece ainda no seu § 4º do art. 1º que deverá ser mantido os duzentos dias letivos (art. 47 da LDB de 1996), mesmo com atividades semipresenciais. No art. 2º estabelece ainda: “Art. 2o. A oferta das disciplinas previstas no artigo anterior deverá incluir métodos e práticas de ensino-aprendizagem que incorporem o uso integrado de tecnologias de informação e comunicação para a realização dos objetivos pedagógicos, bem como prever encontros presenciais e atividades de tutoria”. O parágrafo único desse art. 2º prevê que: “Para os fins desta Portaria, entende-se que a tutoria das disciplinas ofertadas na modalidade semi-presencial implica na existência de docentes qualificados em nível compatível ao previsto no projeto pedagógico do curso, com carga horária específica para os momentos presenciais e os momentos a distância”. Será que a UEG possui profissionais habilitados para a semi-presencialidade, sem ter tido qualquer política de formação antecipada desses profissionais?
            Saliente-se novamente que a elaboração de um Projeto Pedagógico de Curso (PPC) tem início justamente na definição do perfil do egresso que se deseja formar e que cada PPC é único.Vale retomar o documento Plano de Desenvolvimento Institucional 2010-2019 da UEG, em vigência, que diz sobre os Projetos Pedagógicos dos Cursos:
A UEG compreende que cada Projeto Pedagógico é único, pois as competências a serem construídas e as circunstâncias de seu desenvolvimento constituem realidade única e especifica. Entende que o Projeto Pedagógico é um instrumento básico da gestão de ensino na graduação e é instrumento propulsor dos objetivos fundamentais do perfil profissional que se pretende construir. Sua elaboração exige uma reflexão acerca da concepção e das finalidades da educação e sua relação com a sociedade, bem como uma reflexão aprofundada sobre o tipo de indivíduo que se pretende formar e de mundo que se quer construir. O Projeto Pedagógico de Curso (PPC) deve ser uma ação coletiva, reflexiva, que pressuponha rupturas com o instituído e ao mesmo tempo a valorização da memória e da história da instituição. Dessa forma, o Projeto Pedagógico deve contemplar a intencionalidade do curso, refletir sua imagem, criar sua identidade e delimitar o seu espaço de autonomia, definidos e resultantes de um processo de discussão coletiva. Cada curso deverá contemplar, em seu Projeto Pedagógico, o perfil do profissional desejado, definindo, através dos conteúdos curriculares, suas competências e habilitações. Assim, o Projeto Pedagógico de cada curso deve ser adequado aos novos parâmetros de aprendizagem e estar de acordo com as DCNs, nos princípios da articulação entre teoria e prática, entre ensino, pesquisa e extensão, da interdisciplinaridade e da flexibilidade curricular. O Projeto Pedagógico do curso de graduação da UEG exige preocupação com a inovação na organização curricular, levando em conta a incorporação dos avanços tecnológicos, a integralização do curso ao perfil desejado do egresso e o sistema educacional em sua totalidade. O Projeto Pedagógico deve buscar a formação de um profissional competente, socialmente crítico e responsável pelos destinos de uma sociedade que se deseja justa e democrática (PDI 2010-2019, p. 42).
 
            O PDI 2010-2019 ainda estabelece que os PPC dos cursos da UEG apresentem:
 
Compromisso com os valores humanísticos e éticos como princípio formativo, perpassando o projeto pedagógico de cada curso. A política de graduação da UEG é concebida a partir da reflexão e da análise da missão, dos princípios, dos valores que a comunidade interna professa, do meio sócio-geoeconômico e político em que a instituição se insere e tendo em conta as suas potencialidades, sua trajetória, experiências e tradição. A rigor, não é apenas a disposição legal que institui o significado de ensino na identidade da UEG. Ela traduz o reconhecimento de sua importância e admite, portanto, a continuidade de uma trajetória histórica, agora sob o arcabouçoinstitucional de Universidade capilar. Sendo assim, delineia-se, para a UEG, uma política de graduação pautada nos conceitos de verticalização e horizontalidade que foram e devem continuar se aperfeiçoando.
 
            O documento Projeto Pedagógico Institucional - PPI – de 2011, que apresenta a filosofia de formação profissional que a universidade possui, sobre a concepção de graduação estabelece a centralização no Projeto Pedagógico, no qual se deve destacar o perfil do profissional que se propõe formar: competências e habilidades, dimensões políticas, sociais e éticas, flexibilização na organização curricular. Propõe a verticalização e a horizontalidade como elementos da graduação. A verticalidade como a relação orgânica entre os diferentes níveis de ensino e em diferentes áreas do saber, e a horizontalidade caracterizada como a relação da UEG com a sociedade.  Essas duas dimensões farão com que as ações dos cursos de graduação da UEG sejam indutoras e apoiadoras do desenvolvimento local e regional, transformando as expectativas, os anseios, as demandas e as necessidades sociais em objetos de ensino, pesquisa e extensão (PPI, 2011, p. 24).
            Esse mesmo documento PPI 2011 expõe os pressupostos e princípios da formação universitária e profissional:
Exercício do pluralismo de ideias e da interdisciplinaridade como condições essenciais da vida acadêmica e profissional, assegurando a apropriação da diversidade do conhecimento, impondo-se o necessário debate acadêmico sobre as várias tendências teóricas presentes na definição da produção do saber, na direção social da formação e na formulação de respostas profissionais às complexas demandas da realidade social (PPI, 2011, p. 27).
 
 
            Esses dois documentos estão disponíveis no sítio da UEG e devem ser conhecidos e levados em conta quando da revisão ou elaboração de novos PPC. No entanto, a Resolução 52/2014 parece ignorá-los, uma vez que propõe reforma curricular sem levar em conta os PPC existentes, sem propor o diagnóstico deles, definir em que precisam ser aperfeiçoados e, de pronto, define a estrutura curricular que todos cursos de graduação da UEG devem seguir.
            Currículo já foi considerado listagem de disciplinas, por meio da seleção de alguns conteúdos que eram considerados importantes em cada época. O currículo já foi humanista, tecnicista, progressista. As teorias tradicionais de currículo eram “teorias de ajuste, de aceitação e de adaptação” (SILVA, 1999, p. 30) enquanto as teorias que surgem a partir da década de 1960, 1970, que incluem conceitos como ideologia, crítica do modelo social, negam a concepção burocrática e administrativa de currículo.           Essas críticas vinham de vertentes marxistas, como dos frankfurtianos, e também das concepções fenomenológicas, hermenêuticas e autobiográficas (SILVA, 1999). Depois veem os neomarxistas como  Michael Apple trazendo a questão do poder na definição de currículo e questiona por que determinados conteúdos são priorizados em detrimento de outros.   Michel Apple propõe compreender currículo como política cultural, na perspectiva de que o currículo precisa “levar em consideração o caráter histórico, ético e político das ações humanas e sociais em particularmente, no caso do currículo, do conhecimento” (SILVA, 1999, p. 51). Ou seja, definir currículo mínimo é retorno à listagem de disciplinas, com a compreensão equivocada de que é isso que dará identidade aos cursos da UEG. Currículo é relação de poder, é campo de conflito e a reforma em andamento está confirmando isso ao impor disciplinas, negando o debate livre de professores e alunos, do campo científico e propondo disciplinas que não garantem a qualidade pretendida.
            Embora o documento Reforma Curricular, apresentado em formato de slides (gravados em pdf), traga no slide 4, que entre junho de 2013 e abril de 2014, deveria haver avaliação dos PPC dos cursos, isso não aconteceu. O encontro regional ocorrido em Anápolis demonstrou, pelos inúmeros relatos dos docentes presentes, que a discussão estava começando naquele momento. Na plenária desse encontro regional vazou a informação de que a Proposta Curricular que se discutia seria levada ao CsU para aprovação. Houve muitas declarações de insatisfação com o processo, de sentimento de enganação aos presentes.
            A aprovação da Proposta, que nem terminou de ser discutida,  aconteceu em reunião do CsU em agosto, devendo todos os cursos se adequarem à estrutura de quatro núcleos que se propôs para as matrizes dos cursos. Destaque-se que a resolução prevê, em seu art. 7º, que os PPC estejam prontos até outubro de 2014, sendo que os Fóruns de modalidades estão acontecendo no mesmo mês que o presente texto está sendo escrito, ou seja, setembro de 2014 e os Fóruns de cursos acontecerão em outubro de 2014. Ou seja, os calendários coincidem, negando o debate, a reflexão, requeridos num processo de revisão curricular que se poderia pretender. Revisão curricular e não reforma curricular.
            A estrutura curricular é o item do PPC que apresenta a matriz curricular, com os conteúdos e disciplinas consideradas necessárias para atingir o perfil profissional pretendido. Como fazer isso sem avaliar o PPC em vigor, pensar nas mudanças que podem ser necessárias, olhando o calendário, a “toque de caixa”? Os exercícios que os cursos estão fazendo são mais de adequação à estrutura da “pizza” proposta, ou seja, aos quatro núcleos. 
            A forma como esse trabalho tem sido coordenado, a reforma curricular (sic) tem sido mais um ‘template” no qual os cursos devem adequar sua matriz, sem PPC!! Template é um modelo de documento no qual se insere conteúdos. Tem a apresentação visual, como os cabeçalhos, por exemplo, com instruções sobre onde e qual tipo de conteúdo deve entrar em cada parte da apresentação.
            É o que traz o art. 2º da Resolução 52/2014:
            O Conceito de estrutura tem diferentes acepções a depender do campo científico a que se refere. Veja-se o que diz o dicionário:
1.       algo constituído de partes distintas
2.       partes de um corpo responsáveis pela sua resistência e/ou sustentação
3.       modo como partes organizadas se relacionam
4.       (Biologiamodo de organizaçãoconstrução e arranjo dos tecidos ou órgãos
5.       (Geologia) a composição de uma rocha, em oposição à sua textura
6.       (Química) a maneira pelo qual os átomos se organizam em uma molécula
7.       (Sociologia) o sistema de relações entre os grupos constituintes de uma sociedade
8.       (Linguística) o padrão de organização de uma língua como um todo ou os relacionamentos entre seus elementosconstituintes (como morfemasfonemas, etc)
9.       (Lógica) lista de atribuições, contendo geralmente um universo de discurso, para os diversos sinais que constituem o alfabeto de um sistema lógico, de modo que sejam associados a todas as fórmulas deste sistema valores veritativos; modelo; interpretação
De posse dos três primeiros conceitos (algo constituído de partes distintaspartes de um corpo responsáveis pela sua resistência e/ou sustentaçãomodo como partes organizadas se relacionam), que são de cunho mais geral, tentou-se fazer um exercício de adaptar o curso de Pedagogia, matriz 2009, na estrutura proposta que se forma por quatro núcleos.            Veja-se também o conceito de núcleo, uma vez que são quatro e não apenas um como se compreende usualmente. Pelo desenho apresentado no documento Reforma Curricular, trata-se de partes de um mesmo núcleo.
Igualmente, são muitos os conceitos de núcleo, a depender do campo científico.
 Veja-se o que traz o dicionário:
1.       miolo da nozavelãamêndoapinhão ou de outras frutas
2.       (Figurado) a melhor parte; o escol
3.       sedeempório
·         O Vale do Sílicio é o núcleo de produção de eletrônicos e softwares dos EUA.
4.       (Figuradoelemento que ocupa a posição central de uma estruturacentroessência
·         núcleo do problema social no Brasil é a desigualdade econômica.
5.       (Astronomia) o centro de uma galáxia
6.       (Biologia) (Citologiacorpo (organelaarredondado encontrado no citoplasma das células eucarióticas
7.       (Eletrônicacorpo magnético utilizado como condutor para o fluxo magnético de uma bobina
8.       (Física) a região central de um átomo, formado por prótons e neutrons
9.       (Geologia) a parte central (profunda) do planeta Terra
10.    (Linguísticaelemento do sintagma que determina o caráter nominal, ou verbal, ou adjetival da construção
11.    (Químicaanel ou ciclo de um composto aromáticociclo aromáticoanel aromático
12.    (Químicacadeia cíclicacadeia fechadacadeia de átomos distribuídos em formato de anel
Na resolução 52/2014, o termo núcleo refere-se a eixos de disciplinas, o que é outro conceito a ser compreendido. Cada disciplina tem um eixo ou o eixo é do curso em sua totalidade, como tem o curso de Pedagogia?
 
          Peguemos o conceito 4 de núcleo, em sentido figurado, que acredita-se  ser a intenção da equipe produtora da reforma, que é:  elemento que ocupa a posição central de uma estrutura, centro, a essência.  A estrutura, então, tem quatro centros, essenciais aos cursos, que são o que é comum, o que é da modalidade, o que é específico, o que é livre.  Ou ainda, como expresso anteriormente, partes de um núcleo, que também são denominados de núcleos.
          A intenção é fazer um exercício de “adequação” do curso de Pedagogia a essa resolução, que obriga os cursos de graduação da universidade a se adequar a ela.
          Embora a estrutura curricular seja parte do PPC, na resolução o PPC é parte da estrutura, uma vez que o inciso V do art. 1º fala da estrutura curricular e no seu § 4º diz que o PPC deve prever oferta de disciplina na modalidade semipresencial. É o único momento que se fala em PPC.
NÚCLEO COMUM
Nesse núcleo, a resolução 52/2014 determina as seguintes disciplinas, com o eixo transversal Educação Ambiental: Introdução ao ensino superior, Educação em Direitos Humanos, Diversidade e relações étnico-raciais, Leitura e Produção de textos. Veja-se que o único eixo apresentado aqui é Educação Ambiental e não aparece eixos em outros denominados núcleos. Vale destacar ainda que o curso de Pedagogia oferece uma disciplina de Diversidade e tem um Eixo denominado Diversidade, ambos no 8º período.
Destaque-se a contradição em sugerir que o currículo tenha uma disciplina sobre Diversidade e relações étnico-raciais e o currículo ser uniformizado (sic) em núcleos e determinadas disciplinas. Segundo Apple (1995), uma cultura comum não leva em conta a imensa heterogeneidade cultural de uma sociedade. “Pensa-se cultura como um modo de vida homogêneos, e não como um campo de diferenças, relações e poder” (1995, p. 79).
                   Vale lembrar que o curso de Pedagogia tem uma disciplina denominada Atividades de Enriquecimento e Aprofundamento, nos oito semestres do curso, no total de 480 horas. Essa disciplina tem atendido as necessidades dos cursos de Pedagogia oferecidos na UEG em 15 unidades diferentes. Garante a flexibilidade curricular e é possível que em algumas dessas unidades essas disciplinas sejam oferecidas. Na da UnUCSEH, por exemplo, trabalhamos com Diversidade, Educação Ambiental, Leitura e Produção de textos, três das quatro disciplinas que, segundo a resolução, devem ser oferecidas.
           
Os eixos organizadores do currículo do PPC do curso de Pedagogia são oito, um para cada semestre letivo. Os eixos são considerados temáticas que podem possibilitar diálogo interdisciplinar, de forma que em todas as disciplinas em cada período, os professores preparem os seus planos de ensino de acordo com eles, quais sejam:
 
A - Educação e Sociedade
B - Educação e Conhecimento
C – Educação, aprendizagem e linguagem
D –Educação, Cultura e Conhecimento Escolar
E – Políticas educacionais e a construção da prática pedagógica
F – Conhecimento escolar e docência
G – Autonomia processos educativos e investigativos na educação escolar
H – Educação e diversidade
 
As disciplinas do curso de Pedagogia dependem ainda das dimensões do seu PPC, e também a Pesquisa e a Prática. As dimensões da organização curricular buscam abranger todas as dimensões da educação, em seus aspectos macro, meso e micro e Pesquisa e Prática (PP). São nessas dimensões que as disciplinas e seus conteúdos e as atividades da dimensão da pesquisa e prática estarão situadas. 
            De acordo com Nóvoa[1] (1995), a escola assume-se “como uma espécie de ‘entre - dois’onde se exprime o debate educativo e se realiza a ação pedagógica” (NÓVOA, 1995, p.30). Ou seja, o entre - dois refere-se a estar no meio, na dimensão meso, entre as teorias macroscópicas e os estudos microscópios. Estas teorias produziram um “conhecimento útil e pertinente do ponto de vista do pensamento e da ação pedagógica” (NÓVOA, 1995, p.30).
            Segundo o mesmo autor,
A escola é encarada como uma instituição dotada de uma autonomia relativa, como um território intermédio de decisão do domínio educativo, que não se limita a reproduzir as normas e os valores domacro-sistema, mas que também não pode ser exclusivamente investida como um micro-universodependente do jogo dos atores sociais em presença” (NÓVOA, 1995, p.30)
            Isso significa que as dimensões macro, meso e micro do projeto curricular do curso de Pedagogia referem-se aos aspectos dos fundamentos, das políticas emanadas dos poderes legislativo e executivo, que são o nível macro do sistema. Nessa dimensão macro estão os conteúdos teóricos fundamentais à formação do pedagogo e que darão aos egressos dele o suporte teórico para compreenderem a educação e agir conscientemente nos processos educativos.
A dimensão meso refere-se ao mundo da escola, espaço aonde as políticas chegam e se alteram, devido à autonomia, mesmo relativa, que a escola possui. Nesta dimensão estão os conteúdos necessários à compreensão da escola, da sua organização, gestão, movimentos dos seus agentes.
A sala de aula é a dimensão micro. As políticas emanadas dos sistemas, modificadas na escola, se alteram ainda mais com o ‘jogo’ dos agentes, professores e alunos, na sala de aula. No currículo do curso de Pedagogia da UnUCSEH, as disciplinas dessa dimensão são as relativas aos conteúdos específicos e as metodologias do currículo da Educação Básica, em especial, a Educação Infantil e os anos iniciais do Ensino Fundamental.
Garantir as três dimensões no decorrer de todo o curso é uma perspectiva que se apresenta para superar a já tão desgastada opção de ter as disciplinas teóricas no início do curso e as práticas ao seu final. Manter a relação teoria/prática no desenvolvimento de todo o curso, como estrutura do próprio currículo, é a intenção do PPC do curso de Pedagogia.
As disciplinas da dimensão macro são:
1º período:
Teoria Social, Educação e Estado
Leitura, Interpretação e Produção de Textos Acadêmicos
2º período:
Bases Epistemológicas e Educação
 Psicologia e Educação – Desenvolvimento
 Teorias Pedagógicas
3º período:
Filosofia da Educação
Psicologia da Educação - Aprendizagem
4º período:
História da Educação
Cultura Escolar e Currículo
5º Período:
Políticas da Educação Básica
6º período:
Organização e gestão da educação básica
7º período:
Financiamento e gestão dos recursos da educação básica
8º período:
Educação e Diversidade
 
 
NÚCLEO DE MODALIDADE
Para esse núcleo são propostas as disciplinas: Metodologia científica para licenciados (por que para licenciados, se a pesquisa é científica por que é diferente a depender da modalidade do curso? O que muda é o método de cada campo científico, mas não da modalidade de um curso); Didática, Política e gestão escolar; Filosofia da Educação, História da Educação, Sociologia da Educação, Psicologia da Educação, Prática como componente curricular.
Em que pese a importância de os cursos de licenciatura assumirem-se como formadores de professores, pergunta-se: A UEG tem professores formados em Pedagogia ou em stricto sensu da área de Educação para ministrar essas disciplinas em todas as suas licenciaturas?
Todas essas disciplinas fazem parte do currículo do curso de Pedagogia e, como são específicas desse campo científico, são denominadas de Fundamentos da Educação e cabem, como se exige, no Núcleo Comum ou aqui, o que dificulta a adequação pedida ao esquema proposto. No curso de Pedagogia essas disciplinas não são apenas de modalidade, mas são específicas do campo da ciência da Educação, ou seja, a Pedagogia.
Aqui podem ficar também as disciplinas da dimensão meso, que são as que se referem à vida na escola. Nesse núcleo mantemos os eixos e ela é uma dimensão.
Para melhor compreensão, apresentamos o esquema do curso de Pedagogia em vigor na UnUCSEH e outras 14 unidades da UEG que oferecem o mesmo curso e ele mostra a riqueza da sua concepção que tem ainda Princípios e processos, que são:
 
Principios:
1) Pesquisa como princípio cognitivo e formativo
2) Integração entre teoria e prática – práxis:
3) Flexibilização
Processos:
1) Ação coletiva e interdisciplinar
2) Indagação/intervenção:
Dimensões: macro, meso e micro
E ainda:
Pesquisa e Prática - (PP) – tema transversal do curso         
Atividades de enriquecimento e aprofundamento – 420 horas
Atividades acadêmico-científico- culturais (Atividades complementares)
 
 
NÚCLEO ESPECÍFICO da resolução 52/2014:
Aqui podem ficar as disciplinas da dimensão micro e de Pesquisa e Prática.
Temos ouvido relatos de professores de outros cursos que esse Núcleo está fortemente diminuído e prejudicado com as disciplinas obrigatórias, uma vez que as obrigatórias são em número de 12, sete no Núcleo Modalidade e cinco no Núcleo Comum, além das disciplinas do Núcleo Livre.
 
NÚCLEO LIVRE
            Aqui ficam as disciplinas AEA? Elas deixam de compor o currículo porque são livres aos alunos e, portanto, eles podem cursar disciplinas em qualquer das quatro instituições públicas de Goiás (IFGoiás, IFGoiano, UFG e UEG em qualquer unidade). Quem arcará com os custos de um aluno que queira cursar disciplinas fora da sede do curso em que está matriculado? As disciplinas cursadas no Núcleo Livre devem estar em consonância com o curso em andamento, ou pode ser qualquer uma? Qual o objetivo dela? Se o estudante fizer uma disciplina no curso de Gastronomia, servir vinhos por exemplo, pode ser aproveitado no curso de Pedagogia? As disciplinas do Núcleo Livre devem ou não dialogar com o perfil profissional definido pelo curso?
            O Núcleo livre são disciplinas que o curso oferece para alunos de outros cursos? Ou são apenas internas aos cursos? Isso ainda não está claro. No anexo desse documento, apresenta-se a programação da UFG, universidade parceira no projeto de Mobilidade Discente, com os critérios para aceitação das disciplinas cursadas em outras IES. A Resolução 52/2014 não deixa claro o que cada termo significa e não tem dado condições de os cursos repensarem seus PPC, avaliarem se desejam alterá-lo e em quê.
 
            PROPOSTA QUE O CURSO DE PEDAGOGIA DA UNUCSEH FAZ:
            Revogar a resolução CSU nº 52, de 7 de agosto de 2014, uma vez que ela engessa e desfaz o currículo do curso de Pedagogia da UEG de Ciências Humanas de Anápolis/Jundiaí. Entende-se que todos os componentes propostos são ofertados nesse currículo em andamento, o qual é arrojado, flexível, atende as diferenças regionais da UEG, com as AEA.
            Propõe-se a manutenção desse Projeto Pedagógico do Curso e o início da avaliação dos PPC em vigor e definição da necessidade ou não de revisão deles. Revisão e não reforma curricular!
            Entende-se, como Freire (1983), que o que nos caracteriza enquanto seres humanos é a nossa capacidade de criar e de modificar aquilo que está posto, enquanto os outros animais da natureza só são capazes de se adaptarem e de se ajustarem, são passivos. “Enquanto o animal é essencialmente um ser da acomodação e do ajustamento, o homem o é a integração” (FREIRE, 1983, p 43)[2]
 
REFERÊNCIAS
APPLE. Michael W. A política do conhecimento oficial: faz sentido a ideia de um currículo nacional? In: MOREIRA, Antonio Flávio e SILVA, Tomaz Tadeu da (orgs.). Currículo, cultura e sociedade. Tradução de Maria Aparecida Batista. 2ª ed. revista. São Paulo: Cortez, 1995.
FREIRE, Paulo. Educação como prática de liberdade. 14ª edição. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983.
GOIÁS, Universidade Estadual de Goiás. Plano de Desenvolvimento Institucional 2010-2019. Abril 2010.
GOIÀS, Universidade Estadual de Goiás. Projeto Pedagógico Institucional. Junho de 2011.
GOIÁS, Universidade Estadual de Goiás. Resolução CsU nº 52, de 7 de agosto de 2014.
NÓVOA, Antonio. Para uma análise das instituições escolares. In: NÓVOA, Antonio (coord).  As organizações escolares em análise. 2ª ed. Lisboa: Dom Quixote, 1995.
SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de Identidade – uma introdução às teorias de currículo. Belo Horizonte: Autêntica, 1999.
 
 
 
 
 
 
 
 
ANEXO
 
MOBILIDADE DISCENTE NA UFG

Programa de Mobilidade entre as Instituições Públicas de Ensino Superior

O Programa IPES/GO de Mobilidade Acadêmica é resultante de um Acordo de Cooperação celebrado entre as Instituições Públicas de Ensino Superior do Estado de Goiás (IPES/GO).
Tem como objetivo propiciar aos estudantes de graduação da UFG, IF Goiano, IF Goiás, e UEG, regularmente matriculados, a possibilidade de cursarem componentes curriculares, de seu curso, em instituição diferente da sua de origem por até três semestres letivos consecutivos.

Condições de participação

Alunos da UFG
  • Iniciar o pedido na Coordenação do Curso (preencher o formulário de solicitação da participação no PMIPES/GO em conjunto com o Coordenador de Curso).
  • O aluno solicita ao Coordenador do Curso sua participação no Programa, e este analisa o pedido observando se atende ao disposto no §1 da Cláusula Segunda do Acordo de Cooperação e ao Projeto Pedagógico do Curso, no que tange aos seguintes aspectos:
a) deve ter concluído pelo menos vinte por cento da carga horária de integralização do curso de origem e ter no máximo duas reprovações acumuladas nos dois períodos letivos que antecedem o pedido de mobilidade;
b) verificar a compatibilidade das disciplinas solicitadas para posterior aproveitamento.
  • Após esses procedimentos, encaminhar ao Coordenador Institucional do PMIPES/GO da UFG a referida solicitação, acompanhada da documentação descrita no próprio formulário (cópia dos documentos pessoais, histórico escolar original, carta de motivação e ementa de todas as disciplinas cursadas até o momento da solicitação). O plano de estudos deverá ser realizado pelo estudante sob orientação direta do Coordenador de Curso, a fim de que as disciplinas cursadas durante a mobilidade sejam aproveitadas em sua totalidade após o retorno do estudante.
Alunos de outras IPES/GO
  • O aluno solicita ao Coordenador do Curso da instituição de origem sua participação no PMIPES/GO, instruído com as disciplinas que serão cursadas no UFG.
  • O referido Coordenador do Curso analisa o pedido do aluno verificando se atende ao disposto no Acordo de Cooperação de Mobilidade Acadêmica e encaminha ao Coordenador Institucional do PMIPES/GO daquela instituição.
  • O Coordenador Institucional do PMIPES/GO da Instituição externa (IF Goiano, UEG ou IFG) examina o pedido e o envia à Coordenação do PMIPES/GO da UFG.
 Prazos para recebimento dos pedidos do PMIPES/GO para 2015/01
1º ciclo:
  • Dia 15/09 - Início do período para estudantes do IF Goiano e de outras IPES/GO solicitarem a participação no Programa IPES/GO de Mobilidade Acadêmica com ingresso no 1º semestre/2015.
  • Dia 24/10 - Término do período para estudantes do IF Goiano solicitarem a participação no Programa IPES/GO de Mobilidade Acadêmica com ingresso no 1º semestre/2015.
  • Dia 31/10 - Término do período para a UFG receber os pedidos de estudantes de outras IPES/GO com ingresso no 1º semestre/2015.